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O dia nacional do Rádio

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A data de 25 de setembro marca o Dia Nacional do Rádio. Esta data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Edgar Roquette-Pinto, responsável pela primeira transmissão radiofônica no Brasil.

Conheça mais sobre esta história neste vídeo do programa “Histórias do Brasil” da TV Senado.

 

Vídeo da TV Senado

 

 

 

A construção do “Palácio Scholz” no Amazonas

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O Palácio Rio Negro, que hoje é a sede do Governo do Amazonas, também é conhecido como “Palacete Scholz”, seu título histórico  original.

O local foi construído pelo alemão Karl Scholz, conhecido no passado como o “Barão da Borracha” do Amazonas. Hoje o palácio é um dos pontos turísticos de Manaus.

 

Karl Scholz, o “Barão da Borracha

 

Em 1918, o nome do prédio foi alterado para “Palácio Rio Negro”, após a compra pelo então governador do Amazonas, Pedro de Alcântara Bacellar. E mais tarde passou ser a moradia tradicional dos governadores do Amazonas. 

 

História

O prédio foi construído no início do século XX, em estilo eclético, para ser a residência particular do comerciante da borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz. Mas com a queda do preço da borracha a partir de 1912, e depois com o início da Primeira Guerra Mundial, Karl Scholz teve que o hipotecar o palacete. E mais tarde o palácio tornou-se a residência do governo do Amazonas, ao ser comprado pelo estado em 1917.

A partir de novembro 2000, o Palácio passou a servir de polo para outros espaços culturais, agregando ao seu redor o Museu-Biblioteca da Imagem e do Som do Amazonas/ MISM, o Museu de Numismática Bernardo Ramos, a Pinacoteca do Estado, o Cine-Teatro Guarany e o Espaço de Referência Cultural do Amazonas.

 

Teatro Amazonas é outro ponto turístico de Manaus

 

 

Símbolo cultural e arquitetônico do Estado, o Teatro Amazonas no Centro de Manaus, mantém viva boa parte da história do ciclo da borracha, época áurea da capital amazonense. Inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896, o Teatro surpreende e encanta pela imponência. 

Tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966, o Teatro Amazonas preserva parte da arquitetura e decoração originais. O estilo arquitetônico é renascentista, com detalhes ecléticos. A maior parte do material usado na construção do teatro foi importada da Europa.

A mais importante casa de espetáculos do Amazonas tem um museu com peças que ajudam a contar sua história, como as maquetes de óperas do compositor alemão Richard Wagner, concebidas pelo designer e cenógrafo inglês Ashley Martin-Davis, para as montagens do ciclo do “Anel do Nibelungo”.

Atualmente, o teatro é palco de grandes eventos, como o Festival Amazonas de Ópera e os festivais de Dança e Teatro; de espetáculos eruditos apresentados pelos corpos artísticos estatais; e também populares, beneficiando artistas locais de diversos gêneros.     *Atualizado com dados da Wikipédia.

 

Antigos natais de Curitiba em gravações completas de coral

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Veja as gravações do tradicional Natal do HSBC, que depois virou Bradesco. Vídeos dos anos 2011 a 2017 em Curitiba. A filmagem foi de Milton Martins Andrade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Breve história do crescimento de Curitiba

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Quando foi elevada à condição de vila, em 1693, Curitiba não passava de um pequeno núcleo de moradores espalhados em torno da futura Praça Tiradentes. Os primeiros registros indicam uma população de poucas centenas de habitantes, composta por tropeiros, agricultores e comerciantes atraídos pela posição estratégica da então “Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais”, ponto de passagem nas rotas que ligavam o litoral ao interior do Sul do Brasil.

Ao longo do século XVIII, o crescimento manteve-se lento, limitado pela economia de subsistência e pelo isolamento geográfico. Em meados de 1750, estima-se que Curitiba reunisse entre 1.500 e 2.000 moradores. A mudança de patamar ocorre no século XIX, com a elevação à condição de capital da recém-criada Província do Paraná, em 1853. Naquela época, a cidade tinha cerca de 7 mil habitantes — número modesto, mas suficiente para transformar o vilarejo em centro administrativo e político regional.

A chegada de imigrantes europeus — sobretudo italianos, poloneses, ucranianos e alemães —, a partir da segunda metade do século XIX, impulsionou decisivamente o crescimento. Em 1890, Curitiba aproximava-se de 25 mil moradores. Nas primeiras décadas do século XX, com a consolidação das colônias agrícolas ao redor da capital, a expansão do comércio e a implantação das ferrovias ligando o litoral ao planalto, a população saltou para cerca de 78 mil pessoas em 1920.

A urbanização ganhou ritmo mais acelerado a partir dos anos 1930 e 1940, acompanhando a industrialização do país. Em 1940, Curitiba já tinha aproximadamente 140 mil habitantes; em 1950, chegava a 180 mil. O grande salto ocorreu nas décadas seguintes. A partir dos anos 1960, a cidade tornou-se polo de atração para migrantes do interior do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e, posteriormente, do Sudeste e do Nordeste. A mecanização da agricultura no interior expulsou mão de obra do campo, enquanto a capital oferecia empregos na indústria nascente e no setor de serviços.

Em 1970, a população ultrapassava 600 mil pessoas. Em apenas 20 anos, o número de moradores mais do que dobrou: eram cerca de 1,3 milhão em 1990. O fenômeno não se limitou às fronteiras administrativas da cidade. Municípios vizinhos como São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária e Almirante Tamandaré passaram a absorver parte desse crescimento, formando o que hoje se conhece como Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A conurbação — quando áreas urbanas de diferentes municípios se unem fisicamente — tornou-se realidade a partir da década de 1980.

Nos anos 2000, Curitiba já havia superado a marca de 1,7 milhão de habitantes. O último Censo confirmou a capital próxima dos 2 milhões de moradores, enquanto a região metropolitana ultrapassa 3,7 milhões. A expansão populacional trouxe ganhos importantes: diversificação econômica, fortalecimento do setor de serviços, consolidação de universidades, hospitais de grande porte e um sistema de transporte coletivo reconhecido internacionalmente como modelo de planejamento urbano.

Por outro lado, o crescimento acelerado também gerou desafios: adensamento urbano, pressão sobre a mobilidade, déficit habitacional em áreas periféricas e maior dependência da integração metropolitana. Muitos moradores passaram a viver em cidades vizinhas e trabalhar ou estudar na capital, ampliando fluxos pendulares diários.

No ranking das capitais brasileiras, Curitiba figura hoje entre as maiores do país. Está consolidada como a 8ª capital mais populosa, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Manaus, e à frente de capitais como Recife, Porto Alegre, Belém e Goiânia. Em importância regional, entretanto, exerce influência sobre praticamente todo o Paraná e parte expressiva do Sul do Brasil, funcionando como polo econômico, logístico, educacional e cultural.

A trajetória populacional de Curitiba reflete, em escala local, a própria história da urbanização brasileira: de pequeno núcleo colonial a capital administrativa, de polo imigratório a metrópole moderna, hoje conectada a uma ampla mancha urbana que ultrapassa seus limites formais. A “cidade planejada” construiu-se ao longo de mais de três séculos em meio a ondas migratórias, ciclos econômicos e decisões urbanísticas que moldaram não apenas sua paisagem, mas também o perfil humano que define a Curitiba contemporânea.