Adoaldo Renato Lenzi começou com o artista Franco Giglio, auxiliando na confecção do mosaico do Cemitério Municipal de Curitiba. Aluno do Colégio Estadual do Paraná, foi para o exército no Rio de Janeiro, e após restaurar um mosaico do quartel, teve a oportunidade de frequentar o curso de mosaicos da Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1980, produziu o vitral em homenagem ao Papa João Paulo II, na Igreja de Santo Estanislau, na visita do Papa a Curitiba. Em 1988, Lenzi e Osmar Horstmann foram responsáveis pelo vitral da América Latina na Basílica de Caacupê, Paraguai. Desde 1971, mantém o Studio de Arte A. Lenzi. Ao longo da sua trajetória executou diversos murais de Juarez Machado e Poty Lazzarotto.
Na PUCPR, foi o executor do mural em azulejo Natureza Típica, de Ida Hannemann de Campos e os vitrais de Abrão Assad e Poty Lazzarotto. Adoaldo Lenzi nasceu em Jaraguá do Sul SC em 1945, e faleceu em Curitiba no dia 3 de outubro de 2025.
*Currículo divulgado pela PUC, Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
O Encontro Nacional do Setor de Transporte de Passageiros, realizado em Curitiba, reuniu 320 empresários, técnicos e autoridades de todo o país para debater os rumos do segmento. O evento anual foi promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc) e chegou à sétima edição neste mês.
O presidente da Fepasc, Felipe Busnardo Gulin, destacou que o objetivo do encontro foi antecipar as tendências econômicas e debater os desafios enfrentados pelo transporte rodoviário de passageiros. “Buscamos promover uma análise aprofundada da conjuntura econômica e traçar estratégias para o fortalecimento do setor, que enfrenta concorrência desleal e também precisa se modernizar”, afirmou.
A programação abordou temas como o cenário econômico nacional e global, geopolítica, inovação, transformação digital e regulação do setor. Entre os palestrantes, o economista Gustavo Franco, um dos idealizadores do Plano Real, apresentou uma análise sobre a economia brasileira e propôs orientações estratégicas para o crescimento sustentável das empresas de transporte.
Outro destaque foi a palestra de Arthur Igreja, especialista em inovação e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Ele ressaltou o papel da digitalização na experiência dos passageiros e na eficiência operacional das empresas. E a diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart, enfatizou a qualificação profissional, a transição energética e a inovação tecnológica como pilares do futuro para o transporte de passageiros. E também defendeu a valorização da mão de obra e a formação de novas competências técnicas, digitais e socioemocionais, destacando a importância da descarbonização, da renovação de frotas e do uso de biocombustíveis e veículos elétricos.
Realizado no Castelo do Batel, patrimônio histórico de Curitiba, o evento reuniu dirigentes e executivos de empresas operadoras, fornecedores, instituições financeiras e representantes do poder público. Segundo os organizadores, o encontro proporcionou um amplo espaço para networking e troca de experiências, com foco na construção de uma agenda moderna e sustentável para o transporte de passageiros no país. Este evento teve patrocínio da Marcopolo, Confederação Nacional do Transporte (CNT), Mercedes-Benz e Volvo do Brasil.
O geólogo alemão, Reinhard Maack (1892–1969), criou em 1952 o primeiro mapa do Paraná a mostrar o Caminho do Peabiru. O trabalho teve por base o manuscrito de outro alemão, Ulrich Schimidel.
Schmidel foi um dos primeiros a percorrer o Caminho de Peabiru, em 1553, saindo de Assunção, hoje capital do Paraguai, seguindo até São Vicente, em São Paulo, em um percurso de seis meses.
O caminho não é mais encontrado hoje pela atividade agrícola, além da construção de estradas e cidades. Um artigo sobre o “Geoprocessamento aplicado a estudos do Caminho de Peabiru”, usa o mapa de Maack. A linha mais forte representa o ramal principal do Caminho de Peabiru. E as outras representam os ramais secundários.
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Mapa do Paraná com o Caminho de Peabiru.
A rota principal do caminho atravessa o Estado do Paraná no sentido leste-oeste, vindo de São Paulo, passando pelos municípios de Adrianópolis, Tunas do Paraná, Cerro Azul, Doutor Ulisses, Castro, Tibagi, Reserva, Cândido Abreu, Pitanga, Nova Tebas, Mato Rico, Roncador, Nova Cantu, Altamira do Paraná, Guaraniaçu, Campo Bonito, Braganey, Iguatu, Corbélia, Anahy, Aurora, Iracema do Oeste, Jesuítas, Assis Chateaubriand, Palotina e Terra Roxa, chegando às margens do Rio Paraná.
Além da rota principal, o caminho tinha rotas secundárias que atravessavam o estado no sentido norte-sul. Uma das rotas secundárias vinha de São Paulo, passando pelos municípios paranaenses de Salto do Itararé, Siqueira Campos, Wenceslau Braz, Arapoti, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Castro, Carambeí, Ponta Grossa, Palmeiras, Porto Amazonas, Balsa Nova, Campo Largo, Araucária, Curitiba, São José dos Pinhais, Morretes, Paranaguá, chegando ao oceano Atlântico. Próximo ao município de Castro, o ramal secundário cruzava com o o principal.
Em Curitiba, outro ramal seguia sentido nordeste, passando por Colombo, Bocaiúva do Su e Campina Grande do Sul. Ali se dividia, com um ramal para São Paulo e outro para o Litoral, passando por Antonina, já no Atlântico. Em Araucária, um ramal secundário seguia para Santa Catarina, passando pelos municípios de Contenda, Mandirituba, Tijucas do Sul e Agudos do Sul.
Outro ramal secundário tinha início em São Paulo e atravessa o Paraná, passando pelos municípios de Jardim Olinda, Paranapoema, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Uniflor, Atalaia, Mandaguaçu, Maringá, Floresta, Itambé, Engenheiro Beltrão, Peabiru, Campo Mourão, Mamborê, Juranda, Boa Esperança, Rancho Alegre do Oeste, IV Centenário, Formosa do Oeste, Jesuítas, Assis Chateaubriand, Tupãssi, Toledo, Ouro Verde, São Pedro do Iguaçu, Vera Cruz do Oeste, Diamante do Oeste, Ramilândia, Matelândia, Medianeira, Jardinópolis, Capanema, Planalto, Pérola do Oeste, Pranchita, Santo Antônio do Sudoeste, Bom Jesus do Sul, Barracão e Flor da Serra do Sul, de onde seguia para Santa Catarina. Esta distribuição permitia o deslocamento dos índios e dos primeiros exploradores.
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Este programa foi apresentado no pequeno auditório da Rádio Guairacá de Mandaguari, Norte do Paraná, nos anos 1950. E a fita foi preservada pelo fundador da emissora, e gerente nos primeiros 10 anos, José Wille Scholz. Não há identificação de quem estava tocando nesta apresentação.
Gravação no auditório da Rádio Guairacá de Mandaguari nos anos 1950.
A Rádio Guairacá foi uma das primeiras do interior do Paraná, inaugurada no ano de 1950. José Wille Scholz trabalhava na Rádio Guairacá de Curitiba nos anos 1940. E foi convidado para o trabalho de abertura de novas emissoras da empresa em três cidades no Norte do Paraná.
Mandaguari, a terceira a ser implantada, acabou sendo escolhida pelo radialista, que ficou na cidade até 1960. Além da gerência da emissora, ele apresentava o programa “Hora do Angelus” no fim da tarde. E também foi agente da Real Aerovias, atendendo ao Aeroporto de Mandaguari.
Antiga sede da Rádio Guairacá, que ficava ao lado direito no segundo andar. Foto de José Wille em 1988.
Instalação da torre da Rádio Guairacá em 1950. José Wille Scholz é o terceiro da esquerda para a direita.
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A dramatização da vida de Jesus foi uma longa tradição no antigo rádio brasileiro. Esta gravação, produzida pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi postada no You Tube pelo site “Outras Bossas”.
Todos os anos, na sexta-feira da paixão, as emissoras de todo o Brasil repetiam esta gravação. A dramatização também é interessante por mostrar como era o velho estilo de redação e interpretação radiofônica. Esta apresentação foi em 1959, mas a data de gravação, não divulgada, é bem anterior.
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