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O crescimento do mercado imobiliário em Curitiba.

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No Paraná Business da Band, neste sábado, o tema foi o crescimento do mercado imobiliário em Curitiba. Normando Baú, presidente do Sinduscon, foi o convidado.

 

 

 

 

 

Diogo Portugal em dois tempos.

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O humorista Diogo Portugal fazendo um comercial no começo da carreira, em 2001.

 

 

Diogo Portugal falando sobre o aniversário de Curitiba em 2011.

 

http://www.youtube.com/watch?v=pP9aGkL4keg

 

 

 

 

O Mercado Municipal de Curitiba depois da reforma.

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Imagens em alta velocidade do Mercado Municipal de Curitiba adicionada ao You Tube pelo usuário Play4Power.

 

 

 

 

Uma produtora de filmes de animação em Curitiba.

 

Curta produzido por Paulo Munhoz, nosso entrevistado hoje na CBN Curitiba. Ele criou a Teknokena, que produziu a série de filmes Brichos.

 

 

Memória: Um pioneiro do rádio no Paraná

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José Wille Scholz ( 1925 – 1996 ) foi um pioneiro do Rádio Paranaense. Começou a trabalhar no rádio em 1946, em Curitiba. Ele havia saído do exército como sargento em sua cidade, a Lapa, após terminar o tempo de serviço militar, que havia sido ampliado pela segunda guerra Mundial. Foram dois anos de prontidão, com a possibilidade de ir para a Europa como integrante da FEB, a Força Expedicionária Brasileira.

Seu pai, Gustavo Adolfo Scholz, era um marceneiro que nasceu em Neustadt, na Alemanha. A família de sua mãe, Rosa Doepfer Wille, também veio da Alemanha. Gustavo Adolfo fabricava móveis, carroções e caleças (transporte de pessoas puxado por cavalos ) e móveis. E a família também construiu um hotel na Lapa.

 

jose wille scholz 1953

José Wille Scholz em 1953

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A fundação da Rádio Guairacá de Mandaguari em 1950, a primeira emissora do norte novo do Paraná.

 

Como a cidade da lapa não tinha oportunidades, na época, José Wille Scholz aceitou o convite do primo, o governador Moysés Wille Lupion de Tróia, na época um rico empresário que havia comprado a Rádio Guairacá em Curitiba. E assim foi trabalhar como discotecário, e depois na área administrativa da emissora. Passou anos convivendo com a movimentação da Guairacá na fase áurea do rádio paranaense.

Em 1950 Lupion, que tinha sido eleito governador, decidiu criar emissoras no interior paranaense, na época ainda sendo aberto. A região norte era considerada a “Amazônia” do sul do País. Trabalhando para Lupion, abriu três emissoras em cidades da região. E instalou e assumiu a gerência da Rádio Guairacá de Mandaguari, na época a principal cidade, e sede da maior comarca da região, englobando quase todo o norte novo. Posteriormente a cidade foi suplantada por Maringá.

Em Mandaguari ele tinha várias atividades: gerenciava a Rádio Guairacá, a empresa de aviação Real, que tinha ali o seu principal aeroporto do norte novo, e abriu uma loja de discos e uma livraria. Por dez anos ficou na gerência da Rádio Guairacá de Mandaguari.

No final dos anos 1950 a empresa de aviação Real deixou de atender a cidade, depois que a pista de terra foi julgada de tamanho insuficiente. Assim ele deixou de ter trabalho em Mandaguari, cidade que foi entrando em estagnação, principalmente depois que o prefeito Décio Pulin brigou com a Companhia Colonizadora Norte Paranaense, inviabilizando o progresso da cidade. Com isso Maringá passava a ser o novo polo da região, e Mandaguari, gradualmente, virou uma cidade satélite.

Por indicação de amigos, passou a trabalhar com transportadora, indo para a nova cidade de Paranavaí, no Noroeste, onde crescia, no início dos anos 60, a produção de café e de algodão. Seu trabalho era providenciar caminhões, através da transportadora, para levar a produção ao Porto de Paranaguá. Ali ele criou os seis filhos, todos homens. A rotina era pesada, já que o embarque de caminhões, nas épocas de safra, exigia o trabalho até tarde da noite. E seguidamente vinham os prejuízos, porque eram muito comuns os roubos de cargas nas precárias estradas do Norte Paranaense.

Em 1971, trabalhando como gerente para a transportadora Tamoyo, veio a oportunidade de se mudar para Curitiba, o que sempre foi o seu objetivo para poder dar ensino superior aos filhos. Continuou trabalhando com transportes até quando a saúde permitiu, no final dos anos 80. Com sacrifício e uma grande ajuda da esposa, a professora de tecelagem Zélia Scholz, dona da barraca número um da Feira de Artesanato de Curitiba, conseguiu formar os seis filhos. E ainda adotou mais um sétimo filho, que também concluiu a faculdade.

Morreu aos 70 anos, cumprindo sua maior missão: Deu estudo e profissão aos sete filhos: José Wille, jornalista; Cley Scholz, jornalista; Rene Scholz, professor; Marcelo Scholz, designer; Gustavo Adolfo Scholz, Agrônomo; Simão Pedro Scholz, jornalista e Carlos Silva, que adotou, se formou administrador. Todos os que o conheceram se referiam ao seu trabalho incansável, humildade, paciência e bondade.


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