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Pilotos que pousaram no mar salvaram 39 pessoas em 1957

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Uma história esquecida: A habilidade de dois pilotos, da antiga Real Aerovias, salvou a vida de 39 pessoas, entre passageiros e tripulantes, no ano de 1957. Um dos motores pegou fogo, ameaçando explodir o avião, e obrigando o avião a descer no mar, na região de São Sebastião, no litoral paulista.  O caso foi raro, porque dificilmente um pouso no mar acontece sem vítimas, rompimento ou afundamento do avião. Há poucos registros de casos semelhantes a este no mundo.

 

Reportagem na TV Band Paraná veiculada no dia 15 de abril de 2017.

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Era uma tarde de tempo bom quando o voo da extinta Real Aerovias, com quatro motores a hélice, decolou às 15 horas do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino final previsto para Miami, nos Estados Unidos. Era um avião DC4, com capacidade para 54 passageiros, que levava 30 e mais oito tripulantes. E que ainda iria embarcar mais gente no Rio de Janeiro.

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O relato, só agora publicado, é de Heinz Eric, que tinha 23 anos e era  co-piloto, prestes a iniciar a preparação para se tornar comandante. Na época a cabine só comportava três tripulantes. E  assim, excepcionalmente Heinz deu o seu lugar, no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro, para um primeiro oficial e um co-piloto, que estavam em treinamento, um deles para ser comandante-mor. Heinz foi então para a a área dos passageiros, sentando-se no lado esquerdo, na primeira fila.

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Vinte minutos após a decolagem, ele se assuntou ao ver labaredas ao seu lado, em um dos quatro motores, o de número dois, perto de sua janela. E correu até a cabine para avisar o piloto. O alarme automático também começou a soar, e todos entraram em um clima de tensão. Os extintores de incêndio de bordo, que ficavam no porão, foram acionados , dirigindo o jato para o motor em chamas. Mas o fogo era muito forte, e logo o motor caiu, já que eram programados para isso,  para evitar a propagação do fogo, e a explosão do avião.

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O motor que caiu ainda bateu no leme profundor do lado esquerdo, criando grande dificuldade para o controle do avião. Heinz é que ficou monitorando a situação da janela da primeira fila dos passageiros,  porque da cabine o motor não era visível para o piloto. Houve um forte abalo, mas o voo continuou, como se estivesse dentro de uma área forte turbulência. Neste modelo de avião, da americana Douglas Aircraft, construído na década de quarenta, o tanque ficava na própria asa, o que aumentava o risco de explosão. Para completar a dificuldade, Heinz viu que a proteção do motor, chamada de parede de fogo da asa, já estava incandescente. Isso representava uma grande risco de fogo no tanque, o que poderia fazer o avião explodir.

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Diante disso, a sugestão dele ao comandante, foi que pousassem imediatamente no mar, pelo risco  de explosão. A incandescência da chamada parede de fogo, não permitia correr o risco de seguir mais tempo voando. Heinz diz que foi sorte ter neste voo, um comandante jovem e decidido, para resolver logo fazer o pouso no mar. Isso eliminou o risco de explosão, na qual poderia não haver sobreviventes. Além disso a rota do momento era de Santos em direção ao Rio de Janeiro. E assim o avião estava sobrevoando o mar, o que possibilitava os procedimentos de pouso na água com menor risco.

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O piloto começou a baixar o avião para fazer o pouso na água. Se o pouso fosse bem feito, o avião iria boiar. Se houvesse algum erro, poderia se partir ao meio. E ainda permanecia também o risco de explosão no ar. Os passageiros foram avisados das medidas de segurança, e ficaram com os cintos apertados. O comandante teria que escolher a melhor praia para isso. E então decidiu fazer o pouso a cerca de 300 metros da praia, em paralelo as ondas, para evitar um impacto mais forte. O local escolhido nas proximidades foi a Praia da Baleia, diante da Ilha Couves, no município de São Sebastião, no estado de São Paulo.

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O avião desceu em círculos, porque não poderia baixar muito rápido. Diante da situação de grande perigo, algumas mulheres choravam. Mas a maior parte dos passageiros manteve o controle. No final o trem de pouso ficou recolhido e pouso foi perfeito. O avião deslizou sobre a água do mar. Mas ao final do deslizamento, a ponta baixou na água, voltando em seguida. Este momento foi o de maior impacto. Um passageiro apavorado havia tirado o cinto de segurança e se levantou segundos antes, sendo atirado  contra a parede frontal de separação da cabine, e se feriu. O comissário, que tentava segurar o passageiro no assento, também se feriu, quebrando a clavícula. O radiotelegrafista quebrou o tornozelo, porque estava ao lado dos aparelhos de comunicação, na hora do impacto.

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A sensação, apesar de ainda estarem no mar, boiando sobre as asas do avião, foi de alívio. O avião estava inteiro e agora sem risco de incêndio ou explosão. As janelas de emergência sobre as asas tinham sido abertas, e os passageiros, com os coletes salva-vidas infláveis, saíram e ficaram sobre a asa. Ali eles esperaram, na expectativa de serem levados para a praia, a 300 metros de distância. Cerca de 15 minutos depois já apareceram pescadores da região, com barcos a remo, prontos para ajudar. E foram levando cerca de cinco pessoas de cada vez até a praia. A chegada na areia foi um momento de muita emoção, alívio e alegria para todos. E de agradecimento por estarem todos vivos.

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Meia hora depois um avião militar, que coincidentemente passava na região, viu a cena e pousou na areia da praia. Após a verificação de que a situação estava sob controle, este avião decolou, levando o comandante do avião da Real para São Paulo. Era um caso novo, ainda não registrado na história da aviação brasileira, com um avião de grande porte. E a empresa, junto com a Aeronáutica, procurou uma solução para o transporte de passageiros até São Paulo. Em 1957 ainda não existia a estrada Rio Santos nesta região. E havia muito isolamento na faixa litorânea.

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Um pequeno barco cargueiro, de nome Itanhaém, foi contratado. A embarcação saiu de São Sebastião e foi até a Praia da baleia. Este barco cargueiro, que veio buscar o grupo, só chegou ao local às duas da madrugada. Com um barco menor, de remo, os passageiros e os oito tripulantes foram levados até o barco. E a seguir o cargueiro foi para Santos, onde só chegou depois de 8 horas. No Porto de Santos já havia um ônibus especial esperando pelo grupo, que levou todos para São Paulo. Eles foram hospedados em hotel na Praça da Bandeira. E todos os custos foram cobertos pela Real Aerovias. Só o telegrafista ficou na Santa Casa de Santos, para tratar o tornozelo quebrado. Na televisão paulista havia um programa noturno ao vivo. Era o “Jantando com as Estrelas”. Todos os tripulantes foram chamados para dar entrevistas no programa.

Naquela época os pilotos, quando sofriam acidentes, já passavam por testes psicológicos por dois dias, para avaliar se tinham condições de continuar voando. Ninguém foi reprovado, e todos os quatro aviadores continuaram na empresa. Um fato curioso foi que o passageiro, que se levantou assustado perto da momento do pouso, levou depois uma medalha de ouro personalizada como agradecimento para cada um dos tripulantes. E o próprio presidente e fundador da Real Aerovias, comandante Linneu Gomes,  reconheceu que a ação correta e rápida dos pilotos salvou a todos.

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Depois do acidente, Heinz Eric continuou na aviação, passando a comandante de voo. No total foram 8 anos de aviação, onde ele se tornou comandante de voos nacionais. E só deixou a atividade quando a Real Aerovias entrou em crise, no ano de 1960. Foi quando ele decidiu ir para a Alemanha cursar Engenharia Mecânica. Ao voltar para o Brasil, 5 anos depois, foi  para a área mecânica industrial. Ele tornou-se  gerente de engenharia de uma fabrica internacional de motores em São Paulo, onde ficou mais 33 anos em atividade.

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Heinz Eric hoje é um curitibano por adoção, morando na capital paranaense há 15 anos. Ele está com 82 anos, lê muito, pratica  exercícios rigorosamente e gosta de viajar. No momento está na Europa, onde moram seus dois filhos com as famílias. Um é engenheiro mecânico e outro administrador de empresas, trabalhando em grandes empresas alemãs. Heinz nunca se interessou em registrar este caso. Mas agora, que está escrevendo um livro biográfico para deixar para os filhos e netos, resolveu nos contar esta história.

José Wille

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OBS: Canais e revistas estão reproduzindo esta publicação original sem dar os créditos ao Portal Memória Brasileira, que pesquisou e trouxe o tema pela primeira vez. Dar créditos à fonte é o mínimo ético esperado na área de Comunicação.

 

Exemplos já encontrados:

-Alexandre Saconi para o UOL

-Lito Sousa do canal “Aviões e Músicas”

-Tamoio News

-waves.com.br

 

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Clique aqui para ver os destaques de hoje deste portal.

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Clique aqui para conhecer o nosso grupo “Memória da Aviação no Brasil”.

 

 

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O austríaco Kurt Heinrich preservou imagens raras do Brasil

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O administrador austríaco, Kurt Heinrich, deixou uma importantíssima contribuição para a memória brasileira.  Durante as suas viagens, na primeira metade do século passado, fotografou muitas regiões.

Guardou também uma coleção de cartões postais de várias partes do país. Este portal vai publicar progressivamente o seu acervo.

Kurt nasceu em Speyer,  na Alemanha, em 28 de julho de 1903. Mas foi registrado como cidadão austríaco, terra de sua família, e formou-se em Administração em Viena. Ele veio para o Brasil para trabalhar como representante comercial.

Um de seus dois filhos, o engenheiro mecânico Heinz Eric, já foi citado em uma reportagem deste portal por ter ajudado a salvar todos os passageiros de um avião, quando foi co-piloto. O avião da extinta Real Aerovias conseguiu pousar no mar sem vítimas, no litoral paulista. Clique aqui para ler também este outro assunto.

Aqui está a publicação anterior sobre as fotos de Kurt Heinrich com mais imagens.

E abaixo estão alguns cartões de sua coleção.

 

Cartão postal com a imagem do porto fluvial de Blumenau, Santa Catarina, sem data.

 

Hotel Mira Serra em Campo Belo, estado do Rio de Janeiro.

 

Rio de Janeiro sem data.

 

Rio de Janeiro sem data.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos tempos do Nacional Kid

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Nacional Kid ( Nashônaru Kiddo em japonês) foi uma série exibida no Japão de 4 de agosto de 1960 a 27 de abril de 1961. E também foi apresentada no Brasil nos anos 1960.  O seriado foi criado por encomenda, para fazer merchandising para a fábrica de eletrodomésticos National Electronics, atual Panasonic.

O personagem tinha poderes especiais, voava e lutava pela paz. Os atores eram, em alguns casos, amadores. E a série era filmada em preto e branco..

Na série, o herói vinha da Galáxia de Andrômeda. Ele vivia na terra como um professor e cientista que escondia os seus poderes. Diferente do Super-Homem, voava com os braços abertos. E tinha duas pistolas de luz que colocavam fora de combate os adversários.

As lutas corporais com os adversários espaciais eram como danças, e ele foi um dos precursores das lutas marciais vistas hoje, nos filmes do gênero. E a série tinha uma curiosidade: Depois de bater nos adversários, Nacional Kid ria deles.

Curiosidade: Um site que faz piadas com personalidades, publicou que o ator da primeira série de Nacional Kid teria nascido em Assaí, no Paraná, onde há uma colônia japonesa. A história é falsa. O ator nasceu no Japão, lutou na China na Segunda Guerra, e mais tarde foi um respeitado fotógrafo artístico. E morreu cedo, em 1964, três anos depois das filmagens.

Foi substituido, na sequencia, por um ator que fazia o papel de funcionário de uma televisão, nos primeiros capítulos. 

Se você se interessa pelo tema, participe deste grupo, criado por este portal:  Séries antigas da TV

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Música de abertura completa e traduzida..

 

 

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national kid crianças

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National+Kid+NationalKid 4

 

 

 

 

 

 

 

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O Rio de Janeiro em um filme dos anos 1930

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Este documentário traz imagens do Rio de Janeiro nos anos 1930. É uma rara filmagem da época que foi registrada por americanos..

 

 

 

Leonard Nimoy foi o primeiro Sr. Spock de “Jornada nas Estrelas”

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O ator Leonard Nimoy, o lendário Sr. Spock de “Jornada nas estrelas”, morreu em 2015, aos 83 anos. A série foi sucesso na TV mundial, a partir de 1966, e projetou o ator. E acabou, depois de três temporadas, pela queda da audiência. Mas os fãs continuaram fiéis.

Nimoy também atuou na série de TV “Missão impossível”, e nos palcos. Escreveu poesias e publicou livros de fotografia. Também dirigiu filmes, incluindo dois da franquia “Star trek”, e séries de TV. E gravou álbuns, nos quais cantava canções pop e músicas sobre “Star trek”.

Leonard Simon Nimoy era filho de imigrantes ucranianos e judeus ortodoxos. O pai dele era barbeiro.

Quando Leonard fez 8 anos, atuou em produções locais em Boston. Em 1949 foi a Hollywood, e conseguiu pequenos papéis. O primeiro, como protagonista, foi só em 1952, em “Kid Monk Baroni”, no qual viveu um criminoso desfigurado que se torna um boxeador.

Veja um trecho de “Jornada nas Estrelas” na TV dublado.

 

 

Clique aqui para conhecer o grupo “Memória do Cinema”, criado por este portal. Ao abrir a página, clique em “participar do grupo”.

E aqui está o grupo Séries antigas da Televisão – Memória.

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star treck tv anos 1960

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Na época a Nasa postou uma foto de Leonard Nimoy com os atores de Jornada nas Estrelas em visita à espaçonave Entreprise, em 1976 (Nasa/Divulgação)

 

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Encontre muitos grupos interessantes de fotos antigas no Facebook

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Veja nesta página uma lista de grupos interessantes para quem gosta de fotos antigas e sobre a memória brasileira. Escolha um tema e participe, ajudando a preservar a história brasileira. Clique no título escolhido da lista para abrir a página. E depois clique em “participar do grupo”. .

Clique no título para abrir o grupo escolhido e faça sua inscrição para participar.

E clique aqui para ver os destaques de hoje do Portal Memória Brasileira.

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Grupo Memória Brasileira

 

Memória Rural Brasileira – O velho Brasil do Campo 

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Grupos de memória dos estados no Facebook

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Memória dos Cartões Postais

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Antiguidades Domésticas

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Memória Mundial

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Memória da Aviação

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Memória da Navegação 

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Memória do Trem

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Memória do Carro

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Memória do motocicleta

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Memória do Futebol no Brasil

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Caminhões, Ônibus e Estradas Memória

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Memória das Igrejas do Brasil ( novo )

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Memória da Serra do Mar

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Memória da Comunicação Brasileira

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Memória da Televisão no Brasileira

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Memória da Publicidade Brasileira

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Memória das séries de TV

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Memória do Gibi – História em Quadrinhos Antigas. 

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Memória do Livro ( Novo )

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Memória das Revistas Brasileiras  (Novo)

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Memória da Música Brasileira ( Novo )

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Memória da Música Internacional

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Memória das capas de discos e cds internacionais.

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Memória das capas de discos e cds brasileiros.

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Memória da verdadeira música sertaneja do Brasil

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Memória do Rádio no Brasil

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Grupo do Rádio Brasileiro (novo)

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Memória Política do Brasil

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Memória do Cinema

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Memória da imigração alemã no Brasil.

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Memória da Imigração Italiana no Brasil

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Memória da Imigração Polonesa no Brasil

 

Retratos Antigos de Famílias Brasileiras ( novo )

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Memória da Agricultura e do Agronegócio do Brasil (novo)

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Fotógrafos e Observadores de Pássaros do Brasil (novo)

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Música Internacional do passado na Máquina do Tempo

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MPB: Só Música Popular Brasileira na MPB Máquina do Tempo 

 

Clique aqui para achar a lista de grupos de fotos antigas de todas as regiões brasileiras.

 

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E clique aqui para ver os destaques de hoje no Portal Memória Brasileira.

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Como copiar e compartilhar fotos antigas para preservar a história

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Como copiar fotos antigas com o celular para publicar no Facebook

Coloque a foto em um local em que luz venha de lado, e não do alto, para não dar reflexo na reprodução da imagem.

Fotografe a imagem de uma distância em que fique nítida.

Mantenha sempre o foco, para ter qualidade.

Aproxime para não sobrar muito espaço perdido ao redor da imagem.

Faça sempre mais de uma foto, para escolher a melhor depois.

Se a você usou um celular para fazer a cópia, publicar em rede social é simples.

Vá até o Facebook e escolha a opção “foto”.

O celular vai abrir a pasta de fotos: escolha a foto, clique sobre ela, e depois clique em concluir. Pronto!

Se for para publicar em um grupo específico do Facebook, clique sobre a imagem de uma lente de aumento, que sempre aparece.

Digite o nome do grupo no quadro do alto, em “Pesquisar Facebook”.

Ou no grupo já escolhido, nas opções visíveis em “Pesquisas recentes”.

Ao abrir o grupo, vá até o quadro inicial com o título “escreva algo”, clique em “foto” para escolher a imagem, entre as que vão aparecer. E clique sobre a imagem.

Digite a legenda da imagem, e depois clique em concluir. Pronto!

 

Como copiar fotos publicadas na internet para postar no Facebook

Na foto que você encontrou em um página da internet, clique em cima com o mouse. E depois clique em “copiar imagem” ou em “salvar imagem”, usando o botão direito de seu mouse.

Depois vá até o campo “escrever publicação” de sua página no Facebook.

Novamente, com o botão direito, clique em “colar”.

Em seguida clique em publicar, logo abaixo da imagem que você adicionou. E está pronto!

Mas se a imagem que você quer publicar foi salva em seu  computador, vá até “escrever publicação” em sua página do Facebook.

Clique em “Fotos e Vídeos”, e depois em “Carregar fotos e vídeos”.

Vão aparecer pastas de seu computador. Geralmente você vai achar as fotos em pastas com o título “imagens” ou “downloads”, ou outro nome que você criou para salvar as suas fotos.

Escolha a imagem desejada e clique em cima. Escreva a legenda de identificação da foto. E depois clique em publicar. Pronto!

Mas dê crédito ao autor da foto, e verifique antes se não há restrição por direitos autorais.

 

Portal:   memoriabrasileira.com.br

 

 

 

Jornal “O Globo” tem um portal de memória

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O jornal “O Globo” guarda a sua memória na internet.

Clique aqui para abrir..

 

globo antigo

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Encontre o grupo de fotos antigas e atuais de sua região

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fixo

 

Veja abaixo os principais links de grupos de fotos antigas de todas as regiões brasileiras no Facebook. 

Importante: Os administradores de todos estes grupos de memória excluem imediatamente os participantes que entram para publicar outros temas, como política, religião, propaganda, brigas e outros assuntos diferentes. 

Encontre também os grupos de memória dos principais temas brasileiros.Clique aqui. E depois clique nos títulos escolhidos para abrir as páginas.

 

GRUPOS DE MEMÓRIA POR REGIÃO BRASILEIRA

 

Escolha e clique no título para abrir a página. Depois clique em “participar do grupo”. Mas lembre-se que são grupos apenas de fotos antigas e memória. A publicação de outros temas diferentes leva à exclusão dos grupos.

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Memória Brasileira  

 

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São Paulo na Foto ( fotos atuais )

Memórias Paulistanas .

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Outros grupos interessantes:

 

Praias brasileiras em fotos atuais (novo)

 

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Brasileiros no exterior (novo)

 

Cidades do Brasil em fotos atuais e antigas

 

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Imigrações – Memória da Imigração Ucraniana no Brasil

 

  • Avise sobre falhas nesta página ou nos links: portaljws@gmail.com

 

Clique aqui para encontrar também muitos grupos interessantes de todas as áreas em ordem alfabética. Depois clique no título escolhido para abrir o grupo, e a seguir clique em “participar do grupo”.

 

 

A história da Cruz Vermelha no relato de Lauro Grein

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Lauro Grein Filho foi médico, escritor e membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Destacam-se, entre suas obras, os livros “Hora de Lembrar”, “Fatos que Ficaram”, “Luzes da Memória” e “80 Crônicas de um Tempo”.

Em 1967, foi escolhido para presidente da Cruz Vermelha do Paraná. Foi também presidente do Centro de Letras do Paraná, no período de 1991 a 1993.

Esta entrevista foi gravada em julho de 1997. E ele morreu em Curitiba no ano de 2015,  aos 94 anos. * Esta foto de Lauro Grein Filho foi publicada pelo portal da Rádio Banda B em 2015.

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José Wille – Vamos começar falando da cidade de origem da sua família, Rio Negro, de  colonização alemã.

Lauro Grein Filho – Exatamente. Sou nascido em Rio Negro, no dia 9 de agosto de 1921. E Grein representa uma família que imigrou para Rio Negro em 1829. Foram para lá 19 famílias e, entre elas, um cidadão chamado Pedro Grein, meu tataravô.

José Wille – Em Curitiba, o senhor chegou em 1926 e foi para a escola de dona Carola, como o senhor conta em um dos seus livros. Como funcionava esta escola na região central de Curitiba naquela época?

Lauro Grein Filho – A escola de dona Carola era uma escola particular, que preparava os alunos para o exame de admissão no ginásio. Entrei para a escola da dona Carola aos seis anos de idade. Morávamos perto, na rua Dr. Pedrosa, número 106. Era perto da praça Rui Barbosa, que era um recanto tranquilo de Curitiba naquela época. E a escola era na André de Barros, que, naquele tempo, chamava-se Misericórdia. Era uma rua muito bonita, com um canteiro mediano de plátanos gigantescos. Era muito aconchegante aquela rua. E a escola de dona Carola ficava entre a Muricy e a Marechal Floriano. Então, era um trajeto muito agradável. Do lado direito, havia a Igreja do Bom Jesus e o Hospital de Caridade e, do lado esquerdo, a Praça Rui Barbosa, que era um imenso largo de terra batida. Mas era muito interessante e muito movimentada, porque, tendo o quartel do 15º Batalhão de Caçadores na frente, era utilizada para exercícios de ordem unida e de educação física e, principalmente, para os desfiles com a banda.

José Wille – Era o local também onde se instalava o circo quando chegava a Curitiba?

Lauro Grein Filho – Sim! Os circos Queirolo e Stevanovich se instalavam ali, mas num local da praça diferente, mais próximo de onde ficava o Colégio Iguaçu, ali na rua 24 de Maio. E, na parte mais distante, ela servia também para os jogos de futebol, principalmente dos meninos do Asilo São Luis, que ali se localizava.

José Wille – Era uma pequena escola, a da dona Carola, na década de 20. Que impressões o senhor guarda?

Lauro Grein Filho – Dona Carola era uma criatura muito bondosa. Era tida como uma professora muito formosa, muito eficiente na época, mas havia o castigo físico. Sim, ela dava reguadas – reguadas generosas, que não doíam, não machucavam, mas elas tinham um grande efeito moral. E a dona Carola usava as reguadas sem parcimônia. Batia mesmo, quando havia necessidade. E um fato interessante era quando as réguas de dona Carola eram oferecidas a ela pelos próprios alunos. Havia uma serraria ali na Dr. Muricy e os alunos iam lá, pegavam aqueles pedaços de madeira, verdadeiras réguas, e entregavam para a dona Carola, instrumento com o qual eles iam ser punidos.

José Wille – Curitiba era uma pequena cidade.

Lauro Grein Filho – Era uma pequena cidade, em torno de 100 mil habitantes. Eu diria que Curitiba, no sentido leste/oeste, começava na Ubaldino do Amaral e terminava no Hospital Militar. Esse era o trajeto dos ônibus da Companhia Força e Luz, aqueles ônibus amarelos, que realizavam esse percurso em mais ou menos 20 minutos, com espera de 10 minutos lá no ponto inicial. Eles vinham, desciam a rua XV, contornavam a Praça Osório e subiam a Vicente Machado até o Hospital Militar. E no outro sentido, o norte/sul, podemos dizer que Curitiba ia da Manoel Ribas, na altura da Praça João Cândido, onde fica a Telepar, até a rua Ivaí, que hoje é a rua Getúlio Vargas. Em qualquer sentido, Curitiba tinha uma extensão mais ou menos de três quilômetros e podíamos fazer esse trajeto em uma hora. Uma hora em cada sentido.

José Wille – Em vários livros, o senhor cita a rua XV.

Lauro Grein Filho – Acho que a rua XV era a única rua de Curitiba, porque ali tudo acontecia. Ali estavam localizados os cinemas. Na avenida Luis Xavier, que se pode ver  no início da rua XV, estava o Cine Palácio e o Cine Avenida. Do outro lado, estava o Odeon e o Ópera. Em seguida, do lado direito, estava o Broadway. Na outra quadra, em frente à Associação Médica, que lá funcionava, estava o Cine Imperial, que foi inaugurado com um filme do José Mojica, um ator mexicano. Esse filme foi “O Capitão Aventureiro”.

José Wille – O cinema, naquele período, era bastante importante como ponto de encontro da cidade e de diversão…

Lauro Grein Filho – Sim, o cinema era muito importante. Inclusive as sessões de domingo do Cine Avenida eram altos acontecimentos sociais. Ali reunia-se toda a elite curitibana. Realmente, as sessões do Cine Avenida aos domingos eram o acontecimento curitibano naquelas décadas em que Curitiba era aconchegante, tranquila e bela.

José Wille – Na rua XV, já estavam os engraxates, no primeiro ponto de encontro de Curitiba?

Lauro Grein Filho – Existiam várias charutarias e engraxatarias. Elas se combinavam. E havia um hábito de todas as pessoas irem à rua XV aos domingos para engraxar os sapatos. Havia engraxates mais competentes e mais caprichosos que os outros. A engraxada do sapato custava trezentos réis, mas geralmente a gente dava uma gorjeta. E os engraxates se comunicavam assim: “jolucentão” queria dizer que aquele freguês dava quatrocentos réis em vez de trezentos; “jolareco”, que dava quinhentos réis; e se fosse “julete”, ele dava mil réis e o capricho era maior.

José Wille – O senhor também dedica um capítulo de um dos seus livros à Praça Osório.

Lauro Grein Filho – Depois de morar na rua Dr. Pedrosa, morei na rua Ermelino de Leão, 127. E eu lembro muito dessa nossa mudança, que ocorreu em 31 de agosto de 1928, porque foi a maior nevasca que houve em Curitiba. E a Praça Osório, pela sua vizinhança, foi a minha praça de menino. Era ampla como é hoje, com aquele mesmo repuxo e o coreto, que foi destruído. Era uma grande praça de Curitiba, tanto que nela morou durante certo tempo, quando esteve em Curitiba, o professor César Perneta, a maior figura médica do estado, sem dúvida alguma. Depois de certo período em Curitiba, transferiu-se para o Rio de Janeiro e granjeou uma série de títulos, porque era muito estudioso, muito competente, e foi um verdadeiro nome da medicina nacional. Ao retornar a Curitiba, eu, visitando-o, perguntei-lhe “Então, o senhor voltou para matar as saudades de Curitiba?”. E ele disse “Não tive oportunidade de matar saudade alguma, porque a Curitiba do meu tempo não existe mais. Ela é completamente diferente. Não vejo uma paisagem que me dê reminiscências daquele tempo”. O professor Perneta morava na Praça Osório, que era muito diferente hoje da daquele tempo, a década de 30. Hoje, ela é uma área perigosa da cidade, agressiva, de assaltos, de trombadinhas que a frequentam, principalmente à noite, tornando-a um setor perigoso da cidade.

José Wille – O senhor já tinha, nos tempos de estudante, atividade jornalística em “O Dia” e a “Gazeta do Povo”. Cobria, principalmente, o esporte.

Lauro Grein Filho – Sim, efetivamente. Comecei em “O Dia” em 1937, quando eu tinha 16 anos, na página esportiva que era dirigida pelo Antônio Tupi Pinheiro, pelo Flávio Ribeiro, que é advogado, e, depois, pelo João Ribeiro. Naturalmente, o futebol, o esporte de todas as torcidas, era completamente diferente. Era um futebol todo amador. As pessoas vestiam e suavam as suas camisas. Havia já essa grande rivalidade entre Coritiba e Atlético e os quadros eram permanentes. Quer dizer, a pessoa pertencia a uma determinada agremiação – por exemplo, o Coritiba – e se eternizava naquela mesma camisa. Eu me lembro da formação do grande Coritiba daquela época: Rei; Cuca e Pizzato; Coutinho, Nilo e Corruíra; Laudelino, Polenta, Emílio, Pizzatinho e Carnieri.

José Wille – O senhor lembra da escalação?

Lauro Grein Filho – É da grande escalação. E também lembro da escalação do Atlético: Alberto, Julinho e Borba; Rosa, Fascinni e Guaxupê; Levorato, Marreco, Orbino, Zender e Maranhão. Foi um grande quadro o do Atlético.

José Wille – Como era o Atletiba naquela época?

Lauro Grein Filho – Os juízes se recatavam em calças brancas compridas. Não havia agressão ao juiz. Às vezes, a torcida invadia o campo – isso acontecia porque não tinha alambrado, não tinha essa proteção. O ambiente era de disputa, havia animosidade, mas depredação, não. E as grandes assistências, em função da população diminuída, eram de 5 mil. E isso era uma lotação significativa naquele tempo.

José Wille – O interventor Manoel Ribas gostava de cavalos e, com isso, muita gente também passou  ir ao turfe?

Lauro Grein Filho – O Manoel Ribas foi um grande incentivador do turfe no Paraná. Cobri o esporte em “O Dia” até 1941, quando passei para a “Gazeta”, onde fiz somente o turfe. O Manoel Ribas incentivou a criação de cavalo puro-sangue aqui no Paraná, trazendo uma série de bons reprodutores. A autoridade dele era muito grande, porque ele nomeava os próprios prefeitos. Ele era o verdadeiro dono do Paraná. E, naquele momento, era muito interessante um aconchego, uma proximidade com o interventor. Isso dava muito prestígio. Ele comparecia habitualmente a todas as reuniões turfistas. Aparecia lá pelas três e meia da tarde no carro oficial do Palácio, que era uma Lincoln-Zephyr V12. E, imediatamente, todas aquelas autoridades, todas aquelas pessoas que estavam lá, esqueciam até certo ponto as corridas e seus resultados para se dedicarem a um diálogo com ele. E o seu Ribas ia lá para a tribuna de honra, conversava com secretários de estado que estavam lá; com o presidente do Jockey Clube, o professor Aramis Athayde, que era uma figura importante politicamente, intelectualmente; com o professor Guimarães, grande criador; com o secretário de estado Fernando Flores, enfim…

José Wille – Essas pessoas tinham medo de vencer na corrida o cavalo do interventor?

Lauro Grein Filho – Conta-se que, certa vez, o senhor Alarico Vieira de Alencar, que é de família importante e tradicional de Curitiba, irmão do meu professor João Vieira de Alencar, de clínica cirúrgica, tinha um cavalo chamado Oásis. Um cavalo importado, que, certa feita, em um páreo, derrotou o cavalo do seu Ribas. E ele ficou muito preocupado – “Como foi acontecer essa desgraça? Como vou aparecer agora para o seu Ribas? Como esse cavalo foi ganhar essa corrida?”. Então, ele ficou muito preocupado, mas eu acho que o seu Ribas também tinha espírito desportivo e acho que foi um episódio apenas jocoso. Mas que aconteceu, aconteceu!

José Wille – E o autoritarismo desse período de Vargas, que tinha aqui, como seu representante, o pontagrossense Manoel Ribas?

Lauro Grein Filho – Essa é uma situação que eu relato nesse último livro, em que publiquei coisas nossas. Estávamos em um grupo de amigos e eu, o Pacífico Fatuch, o Luis Xavier Viana e o Douglas Muniz Gomes resolvemos passar um carnaval em Matinhos. E nós tínhamos passagem de ida e volta, com a volta marcada para a Quarta-Feira de Cinzas, às nove horas. Nesse horário, comparecemos lá para apanhar o ônibus, que estava completamente lotado. Insistimos que devíamos entrar no ônibus e fazer a viagem de qualquer maneira. Mesmo lotado, trepamos no ônibus, onde tem o bagageiro, e criou-se um verdadeiro tumulto. Esse tumulto foi imediatamente arrefecido, quando saiu do interior do ônibus a dona Conceição Flores, que era senhora do major Fernando Flores, então secretário de Justiça, e disse simplesmente “Vou telefonar para o meu marido”. De fato, telefonou, pois havia um telefone ali no armazém onde era ponto de parada do ônibus. Imediatamente, paramos nossa rebeldia e nos acomodamos, porque sabíamos que alguma coisa iria nos acontecer. O ônibus então foi liberado, saiu e nós tratamos de providenciar nossa condução através de uma precaríssima caminhonete até Paranaguá. Quando chegamos próximos a Paranaguá, nossa caminhonete foi interceptada por dois soldados da Polícia Militar, que nos levaram imediatamente para a delegacia. E daí nós fomos trancafiados pelo então delegado capitão Palmiro. E ficamos na prisão, uma prisão desconfortável, que não tinha nada, nem onde sentar. Era um espaço redondo, com umas celas que não aconselhavam que a gente entrasse. Não havia ainda o excesso de população carcerária. Éramos nós quatro e mais uns três ali, que se julgavam também injustiçados. E lá nós permanecemos umas duas horas mais ou menos, até que a dona Conceição Flores chegou e autorizou a minha libertação e a do Pacífico Fatuch, porque não fomos muito efusivos, muito veementes no nosso protesto. E os dois outros, o Douglas e o Luis Xavier Viana, tiveram ordens de permanecerem presos até a saída do trem, o que seria um castigo para eles não retornarem a Curitiba naquele dia. Era um acontecimento normal naquele Estado Novo de Vargas.

José Wille – O que leva a entender porque havia pouca movimentação estudantil na fase em que o senhor esteve na universidade, que foi de 1938 a 1943. Mobilização mesmo só houve pela entrada do Brasil na Segunda Guerra.

Lauro Grein Filho – Sim. Éramos muito, muito disciplinados. E nem poderia ser de outra maneira. Sofríamos a coerção da família, da sociedade, dos professores, do próprio regime, de maneira que era uma disciplina total. Desde as vestes, que eram formais: colarinho e gravatas. Diante dos professores, nós nos intimidávamos, não tínhamos liberdade nenhuma. Não havia greve, não havia protesto, absolutamente nada. Mas, por ocasião da guerra, principalmente quando foram noticiados os afundamentos dos navios brasileiros por submarinos alemães no nosso litoral, aconteceram alguns protestos e depredações na cidade, principalmente atingindo as firmas de proprietários alemães. Isto aconteceu como uma reação natural, porque o Brasil tinha entrado na guerra.

José Wille – O senhor, em um dos seus livros, cita o nosso litoral. Como era na década de 30?

Lauro Grein Filho – Nessa década, a temporada de praia era de 15 de junho a 1º de julho. Unicamente 15 dias, porque não se arriscava ir durante o verão, pela incidência da maleita, que havia mesmo. Até no inverno se registravam alguns casos de maleita. Tive um colega de turma que, em Guaratuba, apanhou maleita no inverno. Então, eram apenas 15 dias. E uma viagem daqui a Guaratuba demorava o dia todo. A gente apanhava o trem e ia até Paranaguá. Em Paranaguá, a gente almoçava no hotel e, depois, pegávamos a jardineira, um ônibus muito precário. E ele ia até a passagem, onde hoje fica o ferryboat. E esse trajeto, em parte, era feito na praia mesmo, porque não tinha estradas. Eram três imensas retas e, depois, o trajeto pela praia, que ficava na dependência da maré. Então, nunca se sabia quanto tempo ia durar essa viagem. Às vezes, tínhamos que esperar o refluxo da maré para permitir o tráfego da jardineira. Lembro que, numa ocasião, chegamos na passagem, onde tinha uma pequena lancha para nos levar até Guaratuba no fim do dia, quase à noite. Depois de apanhar esse barco, fazíamos a travessia da baía até o trapiche. Então, uma ida de Curitiba a Guaratuba era de um dia.

José Wille – E a precariedade devia ser grande naquelas pequenas cidades. Não existia o hábito de se viajar para o litoral?

Lauro Grein Filho – Não. Por exemplo, em Guaratuba, no auge da temporada, podíamos contar umas sessenta, oitenta pessoas. Não eram mais que isso. Alguns tinham suas casas, que tinham apenas três acomodações. O Hotel Guaratuba, que era o principal, custava dez mil réis a diária. Tinha a pensão da Antonieta, que era 6. E tinha o Govo, que era 6 também. Então, nessas três acomodações é que nós ficávamos. E com uma característica: a praia ficava distante. E todos os banhistas iam para a praia de roupão. Então, era uma procissão colorida daqueles roupões, porque ninguém se atrevia a ir só de calção. O roupão era uma indumentária imprescindível. Todos iam de roupão até a praia. Quando chegavam à praia, tiravam o roupão. E tinha as cabines. As senhoras, as moças alugavam essas cabines de madeira para se trocarem, colocarem seus vestidos, seus maiôs. Aqueles maiôs de sainha, muito recatados. Quase todos entravam na água, não tinha muito esse negócio de banho de sol, porque queimava, e não tinha ainda esses protetores. A gente usava um óleo chamado Da Gelle, mas aquilo não significava nada, aquilo não tinha efeito algum. De maneira que, se ficasse muito no sol, queimava-se mesmo, e era desagradável. Ia-se para a água e, imediatamente, na volta, vestia-se o roupão e retornava para casa. Essa era a sistemática, e não seria diferente. Também não havia um automóvel na praia, porque não havia possibilidade de levar um carro até lá. O trajeto à praia terminava na passagem. E dali até a baía, na lancha em que se ia, não havia a possibilidade de levar o carro. Então, Guaratuba não tinha carro.

José Wille – E a Universidade em 1938, onde o senhor entrou como aluno. Como era aquele prédio, tão imponente naquela Curitiba tão pequena?

Lauro Grein Filho – Terminei o curso ginasial no Novo Ateneu, em 1935. Naquela época, foi instituído o pré-médico, que não existia anteriormente. Foram dois anos que eu fiz no Ginásio Paranaense, 1936 e 1937. Depois, em 1938, é que eu fiz o vestibular para ingresso na Faculdade de Medicina. O nosso vestibular foi tranquilo. Hoje, o vestibular é uma guerra, é uma disputa. Aquele meu vestibular foi uma tranquilidade, porque éramos 54 candidatos para 100 vagas. E havia interesse na nossa aprovação, porque representávamos o ganho, o recurso, a receita da Faculdade de Medicina, através das nossas mensalidades. Então, houve a aprovação de todos, com uma única e muito esquisita exceção. Foi reprovada a senhora Catarina Lufler, que era uma médica formada na Alemanha. E ela foi a única reprovada, reprovada na cadeira de física pelos professores Petit Carneiro, Colomino Ferreira da Mota e Francisco Dasseti. Essa senhora, no ano seguinte – 1939 – fez novamente o vestibular e foi aprovada. E, seis anos depois, formou-se, tornando-se, então, médica brasileira.

José Wille – Os estudantes ainda usavam terno e de gravata.

Lauro Grein Filho – Éramos imensamente disciplinados. Eu jamais presenciei alguém que não estivesse de colarinho, gravata, chapéu, porque todos usavam chapéu também. Naquele tempo, fazia mais frio e a gente se agasalhava mais. Mas, independente de qualquer temperatura, a vestimenta era absolutamente formal. E entre nós havia até uma competição de gravatas. Todo mundo gostava de ter gravatas bonitas e achava-se que a gravata vermelha era, entre todas, a mais vistosa.

José Wille –Era raro ver uma mulher entre os  estudantes?

Lauro Grein Filho – Era muito raro. Na minha turma, que tinha relativamente muitas mulheres, eram apenas quatro: as doutoras Hilda Frischmann, Isolda Winter, Eleonora Godo Rocha e Gilda Guignone.

José Wille – O senhor fala do professor João Cândido, que tratava da importância de aliar a medicina à bondade. Muitas vezes, é atenção, o que  espera o paciente.

Lauro Grein Filho – O professor João Cândido era titular de Clínica Médica da sexta série. Ele dava suas aulas na enfermaria a que pertencia, na Santa Casa. Ele era um exemplo de dedicação ao doente, de bondade, de desvelo, de caridade. Ele sentava ao lado do doente e com aquelas mãos, que nos pareciam imensas, ele acariciava o doente. Na apalpação, na escuta… Ele era de um carinho extraordinário, tinha um carisma, era um exemplo para todos nós. Guardo a melhor das imagens do professor João Cândido. E devo dizer que conquistei um prêmio de primeiro lugar em Clínica Médica na cadeira do professor João Cândido.

José Wille – O senhor acha que a medicina, com o tempo, perdeu essa atenção, esse tratamento mais humano com o paciente, talvez pelo excesso de atendimento?

Lauro Grein Filho – Era muito diferente, completamente diferente, mas em função da própria população, da explosão demográfica e, principalmente, por influência dos grandes recursos e grandes avanços que a medicina conseguiu. Antigamente, o médico tinha que apalpar, tinha que escutar, tinha que percutir. Quer dizer, ele manuseava o doente. Com a evolução da radiologia, da ecografia, da tomografia computadorizada, o doente ficou mais distante das atenções do médico, desse manuseio de que necessitava anteriormente. Então, isso, de certa forma, contribuiu… Os exames complementares, essa solicitação de exames, que dispensam aqueles meios de semiologia tradicionais, tudo isso afastou. Depois, a premência do tempo, uma porção de fatores… Enfim, a medicina de hoje é completamente diferente da que eu vivi nos primórdios da minha carreira. Não há fórmula de comparação. Eu diria que são completamente diferentes.

José Wille – O trabalho do médico, quando o senhor se formou, era muito mais intuitivo, com poucos instrumentos de trabalho?

Lauro Grein Filho – Sim. O grande instrumento do médico era o termômetro. Eu, por exemplo, quando estive em Castro, não havia nem laboratório de análises clínicas, de maneira que o médico se guiava muito pela anamnese do doente. Ele procurava, de qualquer maneira, tirar subsídios, informações dessa anamnese, porque nem todos os doentes ofereciam elementos para orientar o médico! Eles se prendiam em crendices, atribuindo a doença a coisas que não existiam. Pelos métodos de semiologia, escuta, apalpação, percussão, além do exame objetivo, medindo a temperatura, tomando-se o pulso e tudo o que a gente tinha que vivenciar – por exemplo, distinguir uma bolha cardíaca normal de um som atípico – é que se chegava a um possível ou provável diagnóstico. Então, tudo isso era muito difícil.

José Wille – Se fosse alguma coisa de maior gravidade, não havia grande esperança?

Lauro Grein Filho – Havia um desconhecimento de muita coisa. A medicina era muito limitada. Por exemplo, um jovem que tirasse o seu curso médico naquela época tinha o direito de ir ao jornal e colocar um anúncio nas seguintes condições “Doutor fulano de tal, médico de adulto e de crianças”. Isso quer dizer que ele já englobava tudo: doenças do coração, pulmão, fígado e intestino; aparelho respiratório e digestivo; sistema nervoso – ele colocava tudo ali, porque os conhecimentos em todas essas áreas eram muito limitados. A medicina era completamente diferente. Diz-se até que, nesses últimos vinte e cinco anos, a medicina progrediu mais que durante toda a sua existência.

José Wille – O que levou o senhor a ir para o interior e ficar quinze anos numa cidade pequena, naquela época?

Lauro Grein Filho – Depois que me formei, em 1943, fui para o Rio de Janeiro. E lá eu fiquei, durante o ano de 1944, como estagiário do Hospital Miguel Couto, a serviço do professor Mota Maia, que era um dos luminares da cirurgia naquela época. E regressei com um certo potencial, com um certo cabedal de conhecimento cirúrgico que não era possível a gente adquirir aqui no curso tradicional.  E eu não tinha perspectiva alguma. Era uma pessoa que estava formada e fiquei durante uns 20 dias em Curitiba sem ter nenhuma meta, nenhum objetivo. Até que me encontrei, certa noite, na rua XV, com o Paulo Novaes, que era acadêmico de medicina, natural de Castro, meu amigo, e que me disse “Por que você não vai para Castro? Lá, tem um hospital e o médico que estava lá, doutor Libanio Cardoso, atritou-se com o Ribas e foi demitido”. E justamente o que eu desejava era um hospital para prosseguir, para ter uma oportunidade de evoluir com os meus conhecimentos cirúrgicos. Era diretor-geral da Saúde Pública, na ocasião, o doutor Bichat de Almeida Rodrigues, que eu não conhecia. Mas, no dia seguinte, resolvi ir até a diretoria geral da Saúde Pública, que era ali na praça Zacarias, e falei facilmente com ele. Não tinha mais ninguém na espera e disse que soubera dessa oportunidade, dessa vaga, e que a pretendia. Depois de quinze minutos, a conversa evoluiu de tal maneira satisfatória que ele me disse “Olha, se depender de mim, você está nomeado. Eu vou falar com o Ribas”. Mais sete dias e ele me convidou para ir até Castro e eu fui conhecer a cidade. Fui muito bem-recebido pelo prefeito Vespasiano Carneiro de Mello e voltei, trazendo de Castro uma imagem desfavorável, porque era uma cidade que não tinha calçamento. E o mês era de fevereiro, muito quente, uma poeira muito intensa na cidade; à noite, não tinha luz. A luz era impraticável, era como se fosse uma vela. Então, quando voltei, disse para minha mãe que estivera em Castro e que era uma cidade tão atrasada, tão horrível, mas que eu iria assim mesmo, porque tudo deu certo. “Falei com o Bichat, deu certo; com o seu Ribas, deu certo. E lá fui bem-tratado”. E eu iria, nem que fosse para ficar somente um tempo lá. O meu projeto era ficar uns 4, 5 meses, suficientes para adquirir o numerário, o dinheiro necessário para adquirir um consultório da Lutz Ferran, um consultório sofisticado da época. Mas fiquei lá por 16 anos! Fui com as seguintes funções: diretor do Hospital de Caridade Bom Jesus; diretor do Preventório Infantil Manoel Ribas; médico-chefe do Posto de Higiene; médico da Escola Rural Olegário Macedo; diretor da Maternidade Sant’Ana. Então, todos esses títulos me envaideceram muito, me julguei um polivalente, capaz de fazer qualquer coisa.  E o fato é que fui ficando… Fui sozinho e, quando voltei, 16 anos depois, saí de lá acompanhado de seis mulheres: minha mulher e cinco filhas.

José Wille – Essa experiência no interior, na década de 1940 – como era o trabalho de um médico sem recursos, atendendo a toda uma região?

Lauro Grein Filho – Antes de ir para Castro, como eu disse, fiquei um ano no hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Ali, o trabalho era muito intenso, tanto de ambulatório quanto de pronto-socorro, de maneira que me senti apto ao exercício da medicina e daquela medicina. Posso dizer que, no tempo que estive em Castro fazendo todas as especialidades possíveis, inclusive obstetrícia, cesarianas, traumatologias com redução de fraturas – enfim, todos os aspectos da medicina – não tive nenhuma sensação de ignorância, de limitação. Achei que iria resolvendo os casos de acordo com a época, de acordo até com a terapêutica da época. De início, não existiam os antibióticos poderosos – a penicilina apareceu somente mais tarde, em 1947. Então, eu não recordo assim de uma dificuldade maior, de alguma coisa que me preocupasse mais. Tudo foi decorrendo naturalmente. Naquele tempo, os cirurgiões eram, até certo ponto, raros no interior. Além de Castro, atendi uma população do Norte do Paraná, tanto do Norte Pioneiro como do Norte Novo, em cidades como Siqueira Campos, Joaquim Távora, Wenceslau Braz, Ibaiti, Tomazina. Depois, em outro segmento, Nova Esperança até Assaí, Nova Colina… E recebi até doentes do sul de Minas Gerais e de cidades de São Paulo. Fiz uma grande clínica em Castro, de maneira que foi um período muito feliz. Eu fui para lá no período da ditadura de Vargas e do período autoritário de Manoel Ribas. Mas, em 1945, houve a redemocratização do país, com o primeiro pleito, que foi entre o brigadeiro Eduardo Gomes e o Dutra. E eu fui imediatamente incluído na política. Certa vez, o coronel Vespasiano, que era prefeito de Castro e homem de confiança de Manoel Ribas, me chamou em sua residência e disse “Doutor Lauro, quero lhe comunicar que o senhor foi nomeado vice-presidente do Partido Social Democrático”. Eu estranhei e decerto fiz uma fisionomia significativa, mas ele olhou para mim e disse “Ordens do seu Ribas!”. Quer dizer, já estava tudo definido. Assim, ingressei no Partido Social Democrático e na política.

José Wille – Mas o senhor não teve vontade de seguir a carreira política? Tinha um potencial eleitoral em Castro, mas não quis levá-lo adiante?

Lauro Grein Filho – Tive mais influência ali nos bastidores. Uma vez só eu disputei uma eleição, que foi para vereador. E fui o vereador mais votado da história do município – tive 901 votos. Naquele tempo, era um coeficiente que elegia deputado estadual. Os deputados se elegiam com votações menores até do que essas. Fui presidente da Câmara, mas meu maior interesse era ser médico. Tive muita influência política nesses municípios onde eu exercia a medicina, nos municípios vizinhos. Quando chegou a eleição de 1960, cujo candidato do Partido Social Democrático era o engenheiro Plínio Franco Ferreira da Costa, com a derrota do PSD, achei que deveria deixar Castro. Daí, tomei essa resolução, deixando uma imensa e promissora clínica e me desfazendo de tudo o que eu tinha em Castro.

José Wille – O senhor tinha um cinema em Castro, tinha rádio, jornal e, financeiramente, teria valido a pena permanecer na cidade.

Lauro Grein Filho – Eu estava muito bem lá, no aspecto econômico. Houve uma evolução até muito significativa. Mas me desfiz, vendi o hotel, a farmácia, a rádio, o jornal, o cinema – do qual eu tinha umas cotas, não era totalmente meu. Eu me desfiz de tudo, até do meu mobiliário. Resolvi ir para o Rio fazer uma nova especialidade, porque achei que havia me desatualizado, e rever toda a medicina não era mais possível. As especialidades já estavam se definindo e eu teria que escolher uma. Então, optei pela otorrinolaringologia, porque achei que era acessível. Eu tinha já experiência cirúrgica, de maneira que achei que teria facilidade dentro dessa especialidade. Então, fui ao Rio de Janeiro, fiquei mais um ano lá, já com a família constituída, e voltei em 1962 para Curitiba, iniciando uma nova vida e uma nova carreira, não mais com 23 anos – a idade com que fui para Castro – mas já com 40 anos.

José Wille – O senhor foi presidir a Cruz Vermelha no Paraná e já está há trinta anos se dedicando a esse trabalho. Vamos lembrar a origem da Cruz Vermelha.

Lauro Grein Filho – A Cruz Vermelha pode ser definida como uma instituição civil de benemerência destinada a atender o homem nas suas necessidades físicas e sociais. A Cruz Vermelha nasceu nos campos de batalha. Corria o ano de 1859, quando Henry Dunant, um cidadão suíço, deixou sua cidade natal, Genebra, e foi para o norte da Itália, para tratar com Napoleão III sobre concessões territoriais na Argélia. O motivo era econômico. Ele encontrou Napoleão em luta com as forças austríacas de Francisco José e presenciou, do alto de uma colina histórica, uma das mais sangrentas batalhas da humanidade – a batalha de Solferino, na qual quatrocentos mil homens lutaram, deixando um saldo de quarenta mil feridos. E diante daquele espetáculo dantesco, com todas aquelas criaturas agonizantes, ele teve a ideia da formação de uma entidade especificamente destinada a socorrer os feridos de guerra. Este foi o seu primeiro trabalho e o seu primeiro ideal. Passados três anos, no dia 8 de maio de 1862, surgiu a Cruz Vermelha, com seu emblema, que é uma cruz vermelha sobre fundo branco, para contrastar com a bandeira da Suíça, que é fundo vermelho e cruz branca. Hoje, a Cruz Vermelha tem 135 anos. E, durante todo esse tempo, não houve uma calamidade pública, uma guerra, um conflito, uma catástrofe, em que ela não estivesse presente com os seus homens, com o seu voluntariado, com os seus princípios, com a sua ação e dedicação. Ela existe hoje em todos os países do mundo e é muito significativa, inclusive tendo o interesse e o respaldo de todos os governos. E a cúpula da Cruz Vermelha reúne, de 4 em 4 anos, além dos presidentes das entidades, também os governantes e presidentes dos países, porque eles são muito interessados em prestigiar e preservar a autoridade e o conceito da Cruz Vermelha.

José Wille – Vamos finalizar falando da Cruz Vermelha paranaense, onde o senhor já tem 30 anos de atividades.

Lauro Grein Filho – A Cruz Vermelha no Brasil, infelizmente, não tem a expressão, nem a grandeza, nem a significação que tem em outros países. Devíamos ter aqui, no mínimo, umas quatro mil filiais de Cruz Vermelha, que fariam um trabalho notável no terreno da saúde e da assistência social, um trabalho significativo e imenso. Infelizmente, temos apenas 14 filiais estaduais e Curitiba tem uma das filiais mais importantes, ao lado de Minas e São Paulo. Mas temos a consciência de estarmos cumprindo com os ideais e objetivos da Cruz Vermelha, dentro das dimensões da Cruz Vermelha brasileira.

 

 

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A memória da Serra do Mar em um grupo no Facebook

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Clique aqui para conhecer o grupo de memória da Serra do Mar em vários estados, com fotos de estradas, trilhos, alpinistas e a natureza.

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História da navegação no Iguaçu, o “Rio das Cataratas”

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A navegação pelo Rio Iguaçu facilitou a ocupação do Sul do Paraná no passado, formando cidades, e possibilitando o comércio da madeira e erva-mate. Veja a história no vídeo produzido na TV Band Paraná com o apoio deste portal..

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Propagandas antigas das revistas brasileiras

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Veja aqui uma série de anúncios antigos publicados nas revistas brasileiras. As publicações relembram produtos conhecidos do passado, e alguns que resistiram ao tempo. E também as fórmulas de persuasão que eram utilizadas..

E clique aqui para conhecer o grupo “Memória da Publicidade Brasileira” no Facebook, criado por este portal para preservar esta história..

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.Anúncio de Crush em 1963..

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.Troleibus em 1956 no Rio de Janeiro..

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.Sete Vidas da Alpargatas sem data..

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.Anúncio de Maizena em 1962..

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.Kodak em 1941..

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.Anúncio de terrenos em Bangú sem data..

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.Anúncio dos Postos Atlantic nos anos 1960..

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.Sabonete Lifebuoy nos anos 1950..

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.Publicidade das Pilhas Eveready dos anos 1950..

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.Fogão Dako sem data.

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* Os anúncios acima foram postados na maioria por Celso Frederico Lago..

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A história do artista plástico Juarez Machado

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No projeto “Memória Paranaense” autêntico,  da Rádio CBN e Grupo Inepar,  o artista plástico catarinense Juarez Machado contou a sua história. Veja a gravação no vídeo abaixo, há 20 anos:

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.E veja abaixo o álbum de Juarez Machado. Clique nas fotos para ampliar:

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juarez machado e ary fontoura nos anos 1960 - tv - jws

Juarez Machado com Ary Fontoura em 1962 na TV Paraná.

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juarez machado desenhista dos laboratórios catarinenses em joinville

Juarez Machado como desenhista do Laboratório Catarinense em Joinville.

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juarez machado com amigos e bicicletas em joinville 1954 - jws

Juarez Machado em Joinville em 1954.

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juarez machado na infância em joinville 2 - jws

A infância de Juarez Machado em Joinville.

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juarez machado na infância em Joinville - jwsJuarez Machado com as primas em Joinville.

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Clique aqui para ver os destaques de hoje deste portal.

 

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Em 2015 o Sul do Brasil perdeu Wilmutt, um de seus maiores artistas populares

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O  humorista paranaense Cleiton Geovani Kurtz, conhecido pelo personagem do alemão atrapalhado “Willmutt”, morreu em agosto de 2015.  O acidente foi em Goiás.

Ele tinha 39 anos e era de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná. Um pneu estourou e o carro que ele dirigia saiu da pista e capotou. Cleiton ficou preso no cinto de segurança, foi socorrido, mas morreu no hospital. 

De origem simples, “Willmutt” ficou conhecido depois que um amigo postou no Youtube suas pegadinhas por telefone. A partir daí passou a participar de programas de rádio e a fazer shows rurais pelo interior do Brasil.

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willmutt 3

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willmutt 2

 

Veja abaixo algumas de suas gravações:

 

 

 

Clique aqui para achar outras gravações no Youtube.

Clique aqui para abrir a página de Willmutt no Facebook.

 

 

 

 

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As músicas brasileiras da “Era do Rádio”

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A Rádio MPB Máquina do Tempo traz todas as boas músicas que tocavam nas rádios brasileiras do passado. A programação reúne o mais importante da música popular, e os nomes que marcaram a história artística. É a única emissora a preservar e relembrar o que o brasileiro mais ouviu no século passado..

A Rádio MPB Máquina do Tempo está no ar 24 horas com som estéreo, que pode ser ligado aos equipamentos de áudio para uma reprodução de alta qualidade...

Ouça e indique a quem gosta de MPB. E escreva com sugestões, críticas, ou envie os clássicos que você gostaria de ouvir na Rádio MPB Máquina do Tempo. Um ponto de encontro com os bons momentos do passado.

 

Brazil MPB Time Machine Radio

The MPB Máquina do Tempo Radio is available 24 hours a day, always recalling the best moments of the Brazilian popular music. Stereo digital sound, that can be connected to your stereo system for a high quality reproduction..

Listen, and indicate for those who like Brazilian music. Send your suggestions, reviews, or the classics that you would like to hear at the MPB Máquina do Tempo Radio. This is your meeting place with the best moments of the past.

Conheça também a Rádio Velho Brasil com músicas populares e mais antigas.

 

Listen the Old Brazil Radio

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Vozes na história do Brasil

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Este disco, gravado por volta de 1960, traz vozes de brasileiros que tiveram destaque na história. A postagem na internet foi do Instituto Piano do Brasil.

O LP “Vozes na história do Brasil”  (Flumitur CDR-224) foi lançado provavelmente em 1960, com gravações históricas.

Conteúdo:

0:00 Marechal Cândido da Silva Rondon (no Dia do Índio Americano) (grav. 1944)

1:42 Maestro Francisco Braga (grav. 1941) 2:39 Barão do Rio Branco (grav. 1908)

3:24 Edgard Roquette Pinto (sobre a origem do rádio no Brasil) (sem data da gravação)

5:15 Heitor Villa-Lobos (sobre o a obra “Rudepoema”) (sem data da gravação)

6:10 Washington Luís (no dia de seu regresso ao Brasil, após anos de exílio) (grav. setembro de 1947)

7:30 Oswaldo Aranha (anuncia o rompimento com a Alemanha, Itália e Japão) (grav. 1942)

8:13 Getúlio Vargas (1939)

8:50 Pracinhas brasileiros cantam o Hino Nacional na Catedral de Pisa (29 de outubro de 1944) –

Com agradecimento a Wellington Bujokas por fornecer o seu exemplar deste LP para a  digitalização.