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Um ano depois de perder a prefeitura para Requião em 1985, Lerner voltava a falar na TV

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Depois de ter sido prefeito de Curitiba por duas vezes, modernizando a capital do Paraná, Jaime Lerner era o favorito na eleição de 1985. E o principal nome do PMDB para esta disputa, porque Roberto Requião ainda era um deputado estadual novato e pouco conhecido.

Mas o PMDB havia chegado ao governo pela primeira vez dois anos antes, com José Richa, e controlava a máquina política estadual. E mesmo sem ter uma boa relação política com Requião, Richa teve que  apoiar o candidato escolhido na convenção do partido.

E os apoiadores de Requião tiveram a habilidade de fazer alianças prévias com os delegados votantes do partido na convenção, para vencer o concorrente Amadeu Geara, naquele ano. E desta forma, com o forte apoio do governo estadual, Requião acabou sendo o escolhido do PMDB. E depois também foi eleito por uma pequena diferença, com a força que o PMDB ainda tinha naquela época, pela sua máquina partidária no Paraná.

A entrevista do vídeo abaixo mostra quando Jaime Lerner se pronunciava pela primeira vez em uma entrevista, após a derrota. A entrevista foi ao Bom Dia Paraná da RPC em 1986.

 

 

 

 

 

Morre no Rio de Janeiro o cartunista Jaguar, aos 93 anos

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O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, morreu no dia 24 de agosto de 2025 no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa D´Or. Em nota, a assessoria de imprensa do hospital informou que o artista estava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. “Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”, diz o documento.

Jaguar começou a carreira, no ano de 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, ele conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora no jornal Última Hora (RJ). Depois passou a publicar charges seus trabalhos na página de humor da revista Manchete (RJ). O pseudônimo, com o qual ficou famoso, foi uma sugestão de Borjalo.

Durante a ditadura, lançou um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, que foi mascote do jornal O Pasquim, do qual Jaguar foi um dos fundadores. O artista foi preso uma vez e enfrentou processos no período.

Charge do cartunistas, Jaguar, de batismo Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Foto ABI – Foto ABI

Confira a nota do hospital sobre a morte de Jaguar:

“O Hospital Copa D’Or informa, com pesar, o falecimento do Sr. Sérgio de Magalhães Jaguaribe, conhecido como Jaguar, aos 93 anos, na tarde deste domingo. O paciente se encontrava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”.

Homenagens
Nas redes sociais, artistas colegas de Jaguar fizeram homenagens e lamentaram a morte do cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho escreveu que Jaguar foi o “maior” e é merecedor de todas as reverências pela arte que deixou.

“Dono do traço mais rebelde do cartum brasileiro. Seguimos aqui com sua bênção”, disse.

A cartunista Laerte Coutinho, em postagem no X, referiu-se ao ídolo como “mestre querido”. Outro cartunista, Allan Sieber lembrou que, quando mudou para o Rio de Janeiro, Jaguar chegou a editar o livro dele “Assim rasteja a humanidade”.

O chargista Genildo Ronchi destacou, também em postagem nas redes, que o mundo conhece a importância do legado do Jaguar. Chico Caruso, em entrevista à TV Globo, considerou que a morte do artista é uma perda irreparável para o humor e para o Brasil.

 

– Agência Brasil

A morte de Ricardo Boechat em uma queda de helicóptero

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O jornalista Ricardo Boechat, um dos mais respeitados e populares comunicadores do país, morreu em 11 de fevereiro de 2019, após a queda do helicóptero em que viajava em São Paulo. Aos 66 anos, Boechat voltava de uma palestra em Campinas quando a aeronave, um modelo Bell 206, caiu sobre a Rodovia Anhanguera, próximo ao quilômetro 7, na zona oeste da capital paulista. Além dele, morreu também o piloto Ronaldo Quattrucci.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o helicóptero apresentava irregularidades operacionais. A aeronave não poderia realizar transporte por táxi-aéreo, mas era usada com essa finalidade. Testemunhas relataram que o piloto tentou um pouso de emergência na pista, mas acabou colidindo contra um caminhão que transitava no local. A perícia apontou falhas mecânicas relacionadas ao eixo do rotor como uma das possíveis causas da queda, embora não tenha sido possível confirmar um fator único e determinante.

A morte de Boechat gerou comoção nacional. Repórteres, colegas de redação e políticos destacaram sua independência editorial e estilo direto, características que o tornaram uma das vozes mais ouvidas do jornalismo brasileiro. O velório no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, foi aberto ao público e recebeu milhares de pessoas. A Band, emissora onde ele trabalhava, dedicou sua programação ao jornalista, em uma cobertura marcada pela emoção de colegas de estúdio.

Boechat deixou uma carreira sólida em diferentes veículos. Atuou em jornais impressos como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Na televisão, consolidou-se no Jornal da Band e, no rádio, liderava a audiência na BandNews FM, onde mantinha conversas francas e críticas incisivas sobre política e economia. Sua morte interrompeu uma trajetória que combinava credibilidade com linguagem acessível, aproximando o jornalismo do cidadão comum.

A tragédia expôs fragilidades do setor de aviação executiva no Brasil, em especial no uso irregular de aeronaves para transporte de passageiros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforçou a fiscalização sobre empresas e helicópteros que operam em centros urbanos. Familiares do piloto e de Boechat entraram na Justiça contra a empresa proprietária da aeronave, cobrando responsabilidades civis e indenizações.

Ricardo Boechat é lembrado como um jornalista inquieto, crítico e popular. Sua morte não apenas deixou uma lacuna na imprensa, como também reforçou debates sobre segurança aérea e regulação do setor. Para milhões de ouvintes, telespectadores e leitores, o silêncio de sua voz continua sendo sentido diariamente.

 

Veja neste vídeo da TV Band como foi a cobertura do acidente: Clique aqui para abrir

 

 

 

 

Em 2011 uma banda curitibana “bombou” na internet brasileira

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A “Banda Mais Bonita da Cidade”, que começou em 2009,  foi um fenômeno na internet no ano de 2011. O grupo lançou o videoclipe “Oração”, que você pode relembrar nesta página.

O trabalho continuou   com shows pelo Brasil. E a gravação de DVDs foi possível com o sistema de financiamento coletivo, com o apoio de fãs. A foto acima é de Breno Galtier.

O quinteto era formado inicialmente por Uyara Torrente (vocal), Thiago Ramalho (guitarra), Vinicius Nisi (teclado), Marano (baixo) e Luis Bourscheidt (bateria).

Veja abaixo o primeiro videoclipe em 2011: “Oração”.

 

Veja o texto do “Estadão”, na época do lançamento do primeiro videoclipe.

“Era só para ser um vídeo bonitinho, com pessoas fofinhas e uma farra de amigos alegres e contentes. Mas pode ter se tornado, em dois dias, a primeira manifestação de um movimento musical, os “Novos Curitibanos”.

Desde quarta-feira, 18, mais de 350 mil pessoas já assistiram no YouTube ao clipe da música “Oração”, da A Banda Mais Bonita da Cidade, a mais nova queridinha de todos – no Facebook, quase não há comentários negativos, vindos de gente de todos os gostos. 

O que causou espanto foi a qualidade dos 6 minutos filmados em plano-sequência aparentemente sem pretensão. Quase todos são formados em música ou produção musical na Universidade Federal do Paraná (UFPR).  Os 6 minutos de fama eles já têm.”

 

 

 

 

Breve história da Navegação Marítima no Brasil

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A navegação marítima no Brasil é o ponto de partida da própria história do país e de sua integração ao mundo. Desde a chegada das primeiras caravelas portuguesas, em 1500, até os modernos portos digitalizados que hoje movimentam milhões de toneladas, o mar foi a grande porta  do território brasileiro.

A viagem de Pedro Álvares Cabral marcou o início de uma relação permanente com o Atlântico. Nos séculos XVI e XVII, as embarcações portuguesas transformaram o litoral em corredor para o escoamento de pau-brasil, açúcar e ouro.

Os portos de Salvador, Recife e Rio de Janeiro tornaram-se centros estratégicos do comércio ultramarino. A navegação ainda era  rudimentar, guiada por ventos, astros e mapas imprecisos. Ainda assim, as rotas marítimas consolidaram o Brasil como parte vital do império português e, mais tarde, palco de disputas entre potências europeias.

A Independência de 1822 exigiu também a autonomia no mar. O Império investiu na criação da Marinha de Guerra, responsável por garantir o controle das rotas costeiras e enfrentar conflitos, como a Guerra da Cisplatina.

No fim do século XIX, o Brasil assistiu à chegada da navegação a vapor, que revolucionou o transporte. Linhas regulares ligavam o Rio de Janeiro, Santos e Recife à Europa, reduzindo distâncias e fortalecendo o comércio do café. Os portos passaram a receber infraestrutura mais complexa, acompanhando a industrialização.

Com a urbanização e o crescimento econômico, os portos brasileiros se expandiram. Santos tornou-se o maior da América Latina, sustentado pela exportação de café e mais tarde pela soja.

A navegação fluvial também ganhou destaque, integrando regiões distantes como a Amazônia ao restante do país. A partir da década de 1950, o transporte marítimo foi acompanhado de políticas de modernização portuária, embora nem sempre de maneira uniforme.

Durante o regime militar, a navegação de cabotagem – o transporte entre portos nacionais – foi estimulada, mas perdeu espaço nas décadas seguintes diante da expansão rodoviária. Ainda assim, o mar continuou sendo a principal via de exportação de minérios e commodities agrícolas.

No século XXI, o Brasil é um dos gigantes mundiais da navegação comercial. Mais de 90% do comércio exterior brasileiro passa pelos portos. Complexos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Suape (PE) e Itapoá (SC) tornaram-se hubs logísticos internacionais. A digitalização de processos, o uso de big data para rastreamento de cargas e a expansão de terminais privados vêm transformando o setor.

Ao mesmo tempo, a navegação de cabotagem passa por renascimento, impulsionada por políticas como o programa BR do Mar, que busca reduzir custos e aumentar a competitividade do transporte interno. 

Apesar dos avanços, os desafios permanecem. O setor enfrenta gargalos de infraestrutura, burocracia portuária e a necessidade de conciliar a expansão com a sustentabilidade ambiental. A pressão internacional por cadeias logísticas mais verdes coloca o Brasil diante de uma nova revolução marítima: a adoção de combustíveis menos poluentes e tecnologias de baixo carbono.

Do primeiro contato dos portugueses à era da globalização, o Brasil cresceu voltado para o Atlântico. A navegação marítima, que começou como rota de exploração colonial, hoje é eixo de desenvolvimento e peça-chave da inserção do país no comércio internacional.