Segundo a Infraero, o traçado da pista do aeroporto é o mesmo da época da 2ª Guerra Mundial, quando ainda era a “Base Aérea Afonso Pena”. Em 1946, a aviação civil passou a operar no local, sendo construída uma estação de passageiros que foi utilizada até 1959, quando foi inaugurada a nova estação.
Em 1974 a Infraero assumiu o aeroporto. Em 1977 foi concluída a ampliação do terminal de passageiros. E em 1996, com a construção do novo aeroporto, passou a ser internacional. Está localizado a 18 km do centro de Curitiba. Para saber mais sobre a aviação, clique aqui para abrir o grupo “Memória da Aviação” no Facebook.
Um fenômeno assustou o Brasil, na chamada “Noite dos OVNIS”, em 19 de maio de 1986. Muitas aparições foram relatadas, inclusive por autoridades em aviação, como Ozíres Silva, fundador da Embraer e ex-ministro. E foram registradas pelos radares da Aeronáutica.
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Ozíres Silva, ex-ministro e fundador da Embraer..
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Nesta entrevista em vídeo abaixo, gravada em um programa de rádio, ele dá os detalhes conversando com José Wille..
Foto: Luiz Geraldo Mazza em parceria com José Wille na apresentação das notícias da antiga Rádio CBN Curitiba 90.1 FM por 18 anos.
Obituário na Folha de São Paulo em de outubro de 2024
Mauren Luc
Formado em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), Luiz Geraldo Mazza fez carreira no jornalismo. Começou a escrever no “Estado do Paraná” na década de 1950, passando ainda por “Diário do Paraná”, “Última Hora”, “Correio de Notícias”, “Indústria e Comércio”, “Diário da Tarde”, “Diário do Comércio” e “TV Paranaense”. Esteve também nesta “Folha” entre 1962 e 1963.
Mazza assinou uma coluna na “Folha de Londrina” até 2024 e atuou como comentarista na Rádio CBN Curitiba durante 25 anos, 18 deles ao lado de José Wille: “Era bom analista, conseguia explicar a política com coragem para trazer os bastidores, muitas vezes antecipando o que os veículos divulgariam.”
Com gosto e talento para conversa, conquistou fontes e tinha acesso a informações privilegiadas. “Ele publicava o que muitos não queriam. Foi importante para quebrar o conservadorismo da mídia curitibana”, acrescenta Wille.
Para Adriana De Cunto, chefe de redação da “Folha de Londrina”, o Paraná perdeu seu maior colunista político. “Foi repórter, editor, colunista, cronista. Muito inteligente, dono de uma memória incrível. Ético, preciso, relevante, bem-humorado”, afirma.
“Publicou milhares de artigos, tornando-se o mais profícuo jornalista paranaense de todos os tempos”, destacou a Academia Paranaense de Letras, da qual Mazza era membro desde 1998.
O governador Ratinho Junior (PSD) ressaltou o estilo “inconfundível” de noticiar do jornalista. “Sabia como poucos dos bastidores da política.”
Nascido em Paranaguá, no litoral paranaense, numa família de dez irmãos de ascendência italiana e portuguesa, mantinha sempre o bom humor. Foi casado por 65 anos com Lucy Werneck Mazza. Exerceu ainda a função de procurador do Estado.
“Era muito divertido, com uma memória privilegiada e de muita opinião. Não tinha medo de errar, tinha segurança das suas análises com fatos, o que incomodava muita gente no mundo político. Era imprevisível e provocador. Gostava de manter a história viva do estado. Participou de muitos movimentos, manifestações e greves”, observa o neto e também jornalista Luiz Geraldo Mazza Neto.
“Ele respirava jornalismo, era a vida dele, fazia com prazer. Mesmo internado, gravava”, conta a filha Liana Mazza Milicio. “Também gostava de pescar e de futebol. Era torcedor do Coritiba e chegou a escrever, em 1970, uma revista para o time, chamada Cori Gigante.”
Mazza morreu em 10 de setembro, aos 93 anos, de insuficiência respiratória. Deixa quatro filhos, seis netos e sete bisnetos.
O “Jeep” foi um veículo muito importante para o Brasil, antes do asfaltamento das principais estradas. Veja abaixo algumas fotos de anúncios, e também dos jeeps que circulavam pelo interior do País.
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E clique aqui para conhecer o grupo “Memória dos Caminhões e Estradas”.
Um avião “Convair”, da empresa “Cruzeiro do Sul”, caiu em 1958, perto da Colônia Muricy, em São José dos Pinhais. Foi o segundo grande acidente aéreo da história do Paraná, com 18 mortos, entre os 24 ocupantes.
Vídeo sobre o acidente.
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Modelo do avião
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O final de tarde era de chuva forte, e o avião pode ter sido atingido pelo vento, quando se preparava para descer no Aeroporto Affonso Pena. Considerando pelo número de mortes, foi o segundo mais grave acidente da história paranaense.
Morreram o então senador e ministro da Justiça, Nereu Ramos, o governador de Santa Catarina, Jorge Lacerda, e o deputado federal Leoberto Leal. Entre os mortos estavam ainda os cinco tripulantes, e o padre Osvaldo Gomes, um dos fundadores do Colégio Medianeira de Curitiba.
O avião tinha saído de Porto Alegre, com escala em Florianópolis. Em Curitiba o piloto sobrevoava a região, esperando autorização para descer, que viria da torre de controle do aeroporto. Mas houve preferência para uma decolagem.
Logo a seguir o avião da Cruzeiro, pilotado pelo comandante Licínio Correia Dias, caiu na região de Capão do Cerrado, próximo à Colônia Muricy, em São José dos Pinhais, a 30 quilômetros de Curitiba.
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Veja abaixo algumas fotos do acidente, postadas por Beatriz Brito, de São José dos Pinhais. Ela conta que o avô Rolf era taxista e gostava de fotografia. Estas fotos foram feitas por ele, no dia do acidente. O taxista, já falecido, dizia não haver outro registro fotográfico do caso..
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Nota da Aeronáutica no histórico de acidentes:
6 De Junho – O avião Convair CV-440 da Cruzeiro do Sul, procedente de Florianópolis (SC), acidentou-se durante o pouso em São José dos Pinhais, vitimando 18 dos 24 ocupantes. Também faleceram no acidente o Ex-Presidente da República Nereu Ramos, o Governador de Santa Catarina Jorge Lacerda e Leoberto Leal, então deputado federal.