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A campanha eleitoral de 1989 para a presidência teve a adesão de muitos artistas

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Veja como foram as campanhas de Lula e Collor pela presidência em 1989 na TV. Lula teve o apoio de muitos artistas, e a campanha de Collor respondeu com a frase “Artista de verdade é o povo brasileiro”.

Collor acabou vencendo no segundo turno. E Lula se elegeria pela primeira vez apenas em 2001. Confira os jingles das duas campanhas em 1989.

E se você se interessa pelo tema, clique aqui para abrir o grupo “Memória Política do Brasil” no Facebook..

Estes vídeos foram postados por Ricardo Setti e Ricardo Noblat.

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Foto: Luciana Whitaker/Folhapress.

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Clique aqui aqui para ver os destaques de hoje deste portal.

 

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Vídeo da Copa do Mundo de 1970

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Este vídeo é sobre a Copa de 1970 no México. E se você se interessa pelo tema, clique aqui para encontrar o grupo “Memória do Futebol no Brasil”, criado por este portal. Ao abrir, clique em “participar do grupo”.

 

Vídeo da copa de 1970.

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Entrevista do ator Ari Fontoura em 1977

 

Em 1977 o ator paranaense Ari Fontoura era entrevistado pelo jornalista Araken Távora. Este vídeo foi publicado pela Agência Brasil. 

 

 

Clique aqui para conhecer o grupo “Memória da Televisão Brasileira” original no Facebook, criado por este portal.

 

 

O afundamento em Guaratuba no ano de 1968

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Parte da cidade paranaense de Guaratuba afundou no mar por efeito da erosão marinha em 1968. Desapareceram a prefeitura, a câmara de vereadores e muitas lojas. Mas não houve vítima. 

O jornalista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, foi até lá para fazer a reportagem e fotografar. Veja nesta página as fotos que ele enviou para este portal. Conheça também o grupo “Guaratuba na Foto”, com a memória da cidade no Facebook.

Veja também abaixo um vídeo da TV Band Paraná, produzido com apoio deste portal. 

 

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Foto da Gazeta do Povo..

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Foto enviada por João Carlos Oggione..

 

 

 

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A disputa pela terra no Paraná dos anos 1950 no relato de Alencar Furtado

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Militante da Esquerda Democrática, uma dissidência udenista que originaria o Partido Socialista Brasileiro, o cearense Alencar Furtado fez carreira política no Paraná. A sua nova cidade era Paranavaí, onde era advogado. 

Eleito deputado federal em 1970 e 1974, chegou ao posto de líder de bancada do MDB. Mas teve o mandato cassado em 30 de junho de 1977, quando o presidente Ernesto Geisel usou o Ato Institucional Número Cinco.

Foi a segunda vez que o AI-5 foi utilizado para cassar o mandato de um líder da oposição. A punição anterior havia atingido o deputado Mário Covas, de São Paulo

 

 

Entrevista em setembro de 1998

José Wille – O senhor chegou a Paranavaí, no Noroeste do Paraná, em 1952, ainda época da abertura da região?

Alencar Furtado – Exatamente. No dia 9 de janeiro de 1952, chegávamos a Paranavaí, uma cidadezinha que só tinha bancos de areia nas ruas, não tinha energia elétrica, era um distrito. Então, comecei, dois ou três dias depois, a advogar. Ali se iniciava o desenvolvimento do Noroeste, com as grandes derrubadas de matas, com o início de uma reforma rural, proporcionada pelo governo de Moisés Lupion. Fazendo-lhe justiça – pois ele foi um homem muito combatido ao longo de seu governo e fora dele – nessa época, ele iniciou uma reforma rural no Noroeste do Paraná, que foi fecunda para o estado e enriquecedora para o Paraná. Ele distribuía lotes de terra e o posseiro que ocupava a terra ainda recebia dele foice e machado. Havia uma inspetoria de terra que fiscalizava a distribuição, acompanhando-a, por causa do sentido ecológico que emprestava, porque era proibido derrubar 20% da mata na terra cedida ao posseiro. Era um início de civilização, muito duro, sem nenhum saneamento, muita doença, muita malária, muita tristeza, porque o povo vivia numa orfandade absoluta do governo.

José Wille – A estrada era muito precária e não havia luz na cidade?

Alencar Furtado – Precaríssima! Mas, aos poucos, quando a terra, pela sua fortidão, foi reconhecida como própria para a cafeicultura, os grandes capitalistas de São Paulo, de Curitiba e de Porto Alegre passaram a visitar a região. Foi aí que se criou, no Paraná, a época do Grilo de Terras – era a ocupação por violência, turbando a posse ou esbulhando o posseiro ou matando-o, o que acontecia com frequência. Criaram a indústria da grilagem de terra e uma outra camada social, chamada jagunços, que era altamente prestigiada. O grileiro, que ficava nas capitais de seus respectivos estados, contratava esses matadores, essa mão-de-obra alugada para matar e para esbulhar. E eram prestigiados também pela polícia! Mas foi uma época em que a cafeicultura se desenvolveu e havia pleno emprego. O fluxo migratório do Nordeste e do Sul do país enriquecia demograficamente a região e a mão-de-obra que chegasse era absorvida. A cafeicultura requeria essa mão-de-obra gigantesca e colocava o Paraná, privilegiadamente, como o primeiro estado produtor de café do Brasil. Então, a região de Paranavaí deu para o Paraná uma civilização nova.

José Wille – Esses grileiros não eram apenas pessoas moradoras da cidade de Paranavaí. Eram proprietários, pessoas de fora, com dinheiro, que queriam retirar os posseiros da terra e que usavam os jagunços?

Alencar Furtado – Principalmente, foram os de fora que alugavam o revólver, o braço armado do jagunço, para se locupletar das terras dos posseiros, que sofreram demais. Aquele Noroeste foi regado com muito sangue e muito suor. O sacrifício foi grande demais, até que o governo acordasse para a região, percebendo que ali estava um capital eleitoral enorme. Só quando o Noroeste valeu eleitoralmente é que o governo passou a atendê-lo, passou a ajudá-lo. Mas o povo esteve sempre à frente do governo naquela região.

 

Paranavaí nos anos 1950

 

José Wille – Pela presença do jagunço é que ficou essa imagem de banditismo que tinha a região de Paranavaí?

Alencar Furtado – Na época, havia essa imagem, porque o índice de criminalidade era grande. Só caiu esse índice – quase a zero – quando chegou a comarca e, principalmente, o juiz Sinval Reis, que foi um marco para a nossa época. Com a sua chegada, a jagunçada e os grileiros foram embora dali. O Oeste do Brasil foi a nova área cobiçada por eles: Mato Grosso, Rondônia, Acre etc.

José Wille – O senhor dedicou um livro só para tratar desse assunto?

Alencar Furtado – Exatamente. Escrevi “A Posseira e o Doutor” para começar a explorar um filão enorme, porque fui testemunha deste início de civilização. Participei de muitos lances, vivi muitos episódios, advoguei intensamente. Um dos personagens do romance, a dona Setembrina Maria da Conceição, eu a defendi no júri popular, ressaltando a posição da mulher posseira. Porque, hoje, ressalta-se a mulher do cinema, a mulher da novela, a mulher rica, a mulher das grandes revistas, mas eu não vi, ainda, a exaltação da mulher posseira. Então, fiz questão de prestar essa homenagem à mulher que era boa de enxada, que era boa de trabalho. Mas, digo ainda, que não era boa de cama, tanto que o Brasil, que era seu marido, a abandonou por outra. E, mesmo assim, ela ficou, defendeu sua posse, resistiu à tentativa de esbulho possessório, matou quatro jagunços e foi absolvida em júri popular.