Nos anos 1960, a televisão brasileira estava em expansão e os desenhos animados importados dos Estados Unidos dominavam a programação infantil.
Entre o passado pré-histórico dos Flintstones e o futuro tecnológico dos Jetsons, entre a malandragem de Manda-Chuva e as trapalhadas de Tom & Jerry, a garotada brasileira descobria novas formas de sonhar.
A televisão, cada vez mais presente nos lares, não só divertia como ajudava a moldar uma geração que cresceu rindo com as travessuras desses personagens inesquecíveis.
Entre os mais assistidos, destacam-se:
Pica-Pau (Woody Woodpecker)
Popeye, o Marinheiro
Tom & Jerry
Zé Colmeia (Yogi Bear)
Os Flintstones
Manda-Chuva (Top Cat)
Os Jetsons
Ligeirinho (Speedy Gonzales)
Super-Heróis da Hanna-Barbera (Super-Herói, Homem-Pássaro, Fantasma do Espaço)
Depois de ter sido prefeito de Curitiba por duas vezes, modernizando a capital do Paraná, Jaime Lerner era o favorito na eleição de 1985. E o principal nome do PMDB para esta disputa, porque Roberto Requião ainda era um deputado estadual novato e pouco conhecido.
Mas o PMDB havia chegado ao governo pela primeira vez dois anos antes, com José Richa, e controlava a máquina política estadual. E mesmo sem ter uma boa relação política com Requião, Richa teve que apoiar o candidato escolhido na convenção do partido.
E os apoiadores de Requião tiveram a habilidade de fazer alianças prévias com os delegados votantes do partido na convenção, para vencer o concorrente Amadeu Geara, naquele ano. E desta forma, com o forte apoio do governo estadual, Requião acabou sendo o escolhido do PMDB. E depois também foi eleito por uma pequena diferença, com a força que o PMDB ainda tinha naquela época, pela sua máquina partidária no Paraná.
A entrevista do vídeo abaixo mostra quando Jaime Lerner se pronunciava pela primeira vez em uma entrevista, após a derrota. A entrevista foi ao Bom Dia Paraná da RPC em 1986.
O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, morreu no dia 24 de agosto de 2025 no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa D´Or. Em nota, a assessoria de imprensa do hospital informou que o artista estava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. “Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”, diz o documento.
Jaguar começou a carreira, no ano de 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, ele conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora no jornal Última Hora (RJ). Depois passou a publicar charges seus trabalhos na página de humor da revista Manchete (RJ). O pseudônimo, com o qual ficou famoso, foi uma sugestão de Borjalo.
Durante a ditadura, lançou um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, que foi mascote do jornal O Pasquim, do qual Jaguar foi um dos fundadores. O artista foi preso uma vez e enfrentou processos no período.
Charge do cartunistas, Jaguar, de batismo Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Foto ABI – Foto ABI
Confira a nota do hospital sobre a morte de Jaguar:
“O Hospital Copa D’Or informa, com pesar, o falecimento do Sr. Sérgio de Magalhães Jaguaribe, conhecido como Jaguar, aos 93 anos, na tarde deste domingo. O paciente se encontrava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”.
Homenagens Nas redes sociais, artistas colegas de Jaguar fizeram homenagens e lamentaram a morte do cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho escreveu que Jaguar foi o “maior” e é merecedor de todas as reverências pela arte que deixou.
“Dono do traço mais rebelde do cartum brasileiro. Seguimos aqui com sua bênção”, disse.
A cartunista Laerte Coutinho, em postagem no X, referiu-se ao ídolo como “mestre querido”. Outro cartunista, Allan Sieber lembrou que, quando mudou para o Rio de Janeiro, Jaguar chegou a editar o livro dele “Assim rasteja a humanidade”.
O chargista Genildo Ronchi destacou, também em postagem nas redes, que o mundo conhece a importância do legado do Jaguar. Chico Caruso, em entrevista à TV Globo, considerou que a morte do artista é uma perda irreparável para o humor e para o Brasil.
O jornalista Ricardo Boechat, um dos mais respeitados e populares comunicadores do país, morreu em 11 de fevereiro de 2019, após a queda do helicóptero em que viajava em São Paulo. Aos 66 anos, Boechat voltava de uma palestra em Campinas quando a aeronave, um modelo Bell 206, caiu sobre a Rodovia Anhanguera, próximo ao quilômetro 7, na zona oeste da capital paulista. Além dele, morreu também o piloto Ronaldo Quattrucci.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o helicóptero apresentava irregularidades operacionais. A aeronave não poderia realizar transporte por táxi-aéreo, mas era usada com essa finalidade. Testemunhas relataram que o piloto tentou um pouso de emergência na pista, mas acabou colidindo contra um caminhão que transitava no local. A perícia apontou falhas mecânicas relacionadas ao eixo do rotor como uma das possíveis causas da queda, embora não tenha sido possível confirmar um fator único e determinante.
A morte de Boechat gerou comoção nacional. Repórteres, colegas de redação e políticos destacaram sua independência editorial e estilo direto, características que o tornaram uma das vozes mais ouvidas do jornalismo brasileiro. O velório no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, foi aberto ao público e recebeu milhares de pessoas. A Band, emissora onde ele trabalhava, dedicou sua programação ao jornalista, em uma cobertura marcada pela emoção de colegas de estúdio.
Boechat deixou uma carreira sólida em diferentes veículos. Atuou em jornais impressos como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Na televisão, consolidou-se no Jornal da Band e, no rádio, liderava a audiência na BandNews FM, onde mantinha conversas francas e críticas incisivas sobre política e economia. Sua morte interrompeu uma trajetória que combinava credibilidade com linguagem acessível, aproximando o jornalismo do cidadão comum.
A tragédia expôs fragilidades do setor de aviação executiva no Brasil, em especial no uso irregular de aeronaves para transporte de passageiros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforçou a fiscalização sobre empresas e helicópteros que operam em centros urbanos. Familiares do piloto e de Boechat entraram na Justiça contra a empresa proprietária da aeronave, cobrando responsabilidades civis e indenizações.
Ricardo Boechat é lembrado como um jornalista inquieto, crítico e popular. Sua morte não apenas deixou uma lacuna na imprensa, como também reforçou debates sobre segurança aérea e regulação do setor. Para milhões de ouvintes, telespectadores e leitores, o silêncio de sua voz continua sendo sentido diariamente.