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Documentário sobre a Seleção Brasileira em 1966

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Veja abaixo um documentário sobre o futebol brasileiro produzido em 1966, com muitas imagens interessantes da seleção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desfile em Sete de Setembro de 1959 no Rio de Janeiro

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Comemoração de Sete de Setembro no ano de 1959 no Rio de Janeiro, em uma produção da Agência Nacional para os cinemas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O fim do Ciclo do Café no Paraná

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O professor Belmiro Valverde , autor do livro “O Brasil não é para amadores”, resumiu em 1998 como foi o fim do Ciclo do Café no Paraná..

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Belmiro Valverde.

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Na segunda metade da década de 60, durante o governo Paulo Pimentel, o senhor estava no Departamento de Trabalho, o que seria o equivalente a Secretaria de Indústria e Comércio, e lá trabalhava com a geração de empregos. Foi o momento em que começou a erradicação do café e a saída de paranaenses para outros estados.

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Belmiro Valverde – A crise do café já estava se delineando há muitos anos, porque, no Brasil, a política de café, desde o acordo de Taubaté, no começo do século, sempre foi no sentido de administrar o comércio cafeeiro. Então, o governo fazia o chamado plano de safra, ou seja, comprava todo o café produzido e depois fazia a venda no mercado externo e também no interno. O café que era entregue às torrefações era fornecido pelo IBC.

Então, o que acontecia é que o café, em termos de produto, tinha um preço político. Quando um preço internacional subia muito por causa de algum evento, de geada ou outra coisa, o governo se apropriava disso através do chamado “confisco cambial”. O governo ficava com a eufemisticamente chamada “cota de contribuição da cafeicultura”. Se a saca de café valia 200 dólares, o governo só pagava 120 à cafeicultura e ficava com 80. Em compensação, quando o café declinava de preço, a cafeicultura era apoiada pelo governo.

Em 1964, o Brasil já vivia um problema grande de estoques crescentes, pois tinha uma produção que crescia, crescia, e o mercado era mais ou menos inelástico. Quando houve o grande esforço anti-inflacionário, o Brasil tinha mais de 60 milhões de sacas estocadas para um comércio anual de 20, 20 e poucas.

Então, o governo militar resolveu levar a sério a questão da erradicação e criou uma série de estímulos para trocar café por agricultura temporária. Isso foi um grande baque para a cafeicultura paranaense, de 1965 até 1970. A cafeicultura perdeu muita vitalidade e, com a geada de 1975, entrou em declínio.

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Crescia a pecuária no interior do Paraná e isso levava ao desemprego do homem do campo, que só tinha então a cafeicultura como atividade?
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Belmiro Valverde – Exato. O café era uma cultura muito empregadora de mão-de-obra e foi substituído em um pedaço do estado pela pastagem, na região do Noroeste. Por exemplo, em Paranavaí, Rondon e Cidade Gaúcha, você via grandes extensões de terra que eram antes propriedade de cafeicultura e que haviam se deteriorado, inclusive por causa do solo.

Elas não tinham condições de competitividade e viraram pasto. Por outro lado, as culturas permanentes, como a do café, foram substituídas pelas temporárias, como a do milho e da soja, que não eram ainda nenhuma expressão no estado. Então, começou expressivamente a haver um grande fluxo emigratório dos campos para as cidades, tanto do próprio estado quanto para outros.

 

Fotos da época da cafeeicultura no Paraná:

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Trabalhadores na região de Rolândia PR sem data.

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Café na região de Apucarana PR.

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O trem cortando os cafezais do Norte do Paraná nos anos 1950.

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Norte do Paraná

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Paisagem típica dos “carreadores” em meio ao café na região de Londrina.

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Norte do Paraná.

 

 

 

 

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Memórias de um garoto com calças curtas

 

O livro “Memórias de um garoto com calças curtas”  é uma extensa e cuidadosa crônica memorialista, escrita pelo administrador de empresas, Oswaldir Ehlke Scholz, durante a pandemia da COVID-19. Ele mistura a genealogia detalhada de sua família, a história pessoal e relatos de infância e juventude, traçando um panorama afetivo e histórico da família Scholz e suas raízes no Sul do Brasil, especialmente no Paraná* e Santa Catarina.

Dividido em seis partes e com 83 capítulos, o livro cobre desde a chegada dos antepassados alemães ao Brasil no século XIX, passando pelo cotidiano da infância de Oswaldir na cidade da Lapa-PR, depois em Loanda, Matinhos e Joinville, até os preparativos para sua ida ao Rio de Janeiro  para estudar na ETIQT, Escola Técnica da Indústria Química e Têxtil.

 

Oswaldir Ehlke Scholz apresentando o seu livro no Instituto Histórico do Paraná

 

Oswaldir Ehlke Scholz cita os temas do livro:

* Genealogia detalhada* de avós, bisavós e trisavós com foco nas origens alemãs e na trajetória de imigração.
* Histórias familiares com riqueza de detalhes*, como o envolvimento dos antepassados no Cerco da Lapa (1894).
* Memórias afetivas da infância*, com episódios de escola, brincadeiras, aprendizados, castigos e pequenas travessuras típicas de menino.
* A vida escolar e os primeiros desafios da juventude.
* As mudanças de cidade por conta da carreira do pai.
* Uma série de *crônicas pessoais* publicadas no Facebook entre 2021 e 2023, que foram incorporadas ao livro como registros contemporâneos de memória.

O livro é escrito com linguagem clara, tom nostálgico e um forte compromisso com a preservação da história familiar. Serve tanto como documento histórico quanto como uma homenagem pessoal à própria trajetória de vida e aos ancestrais.

 

Descrição do livro:

Com 420 páginas, o livro contém 83 crônicas e foi lançado na Lapa-PR, minha terra natal, em 26 de julho. Como o título sugere, a obra é um resgate de fatos e vivências marcantes de minha vida, desde o nascimento até o momento em que terminei o curso ginasial, com 16 anos.

O livro contempla, inicialmente, em cinco capítulos, a história da imigração dos quatro troncos que deram origem à minha existência: Wille e Scholz, por parte de pai; Wendt e Ehlke, pelo lado da mãe. Nessa parte, faço uma justa e necessária homenagem a meus pais e, também, a meus irmãos.

A segunda parte do livro contém trinta capítulos, reservados aos primeiros anos de vida. Escrevo sobre o meu nascimento e o primeiro aniversário. Destaco o ‘bar, restaurante e pensão do Oswaldo’ – um dos temas recorrentes dessa parte -, onde levei um ‘tapa na cara’, ‘roubei um charuto’ e ‘vi uma vaca querendo jogar sinuca’! Claro que também conto sobre uma ‘briga de rua’, ‘eu, sacristão’ e, naturalmente, o dia em que comecei meus estudos no primário do colégio de freiras.

Outras crônicas dessa época memorável, surpreendentes e até divertidas, compõem esta divisão do livro.
Os doze capítulos seguintes focalizam a vida de família na cidade de Loanda, noroeste do Estado, onde meu pai foi trabalhar como chefe local da empresa concessionária de energia elétrica. Da Lapa, cidade com história, de repente bato de frente com uma cidadezinha pequena, fundada há poucos anos, população diminuta, infraestrutura precária. Energia elétrica à disposição em certos horários do dia, mas sem água encanada. O banho era com ‘chuveiro de campanha’; necessidades fisiológicas eram feitas numa ‘casinha’ de madeira montada sobre uma fossa aberta no fundo do quintal.

Na quarta parte, em sete capítulos, relato os episódios relacionados à transferência de meu pai, de Loanda para o balneário de Matinhos. Muita coisa interessante e engraçada é contada na passagem por Wenceslau Braz e Ponta Grossa, em viagens de trem e de ônibus. Fizemos uma pequena parada na Lapa antes de por os pés nas águas do Atlântico. Onze capítulos têm como cenário as praias de Matinhos, onde conto passagens e casos curiosos. Essa quinta parte do livro focaliza, principalmente, o verão de 1960.

De 1961 a 1962, morei em Joinville-SC, na casa da avó Olívia e dos tios Marina e Jony. Não existia ginásio no balneário e, assim, desgarrei-me da presença de pais e irmãos para viver uma nova ambiência. Muitas histórias – nada mais do que dezoito capítulos – relatam esse período de crescimento e aprendizagem.
Assim é, grosso modo, o meu livro, que procura seus leitores.

 

                                                   Contato para interessados na aquisição do livro (whatsup 41 991090309).

 

 

 

 

Jânio Quadros visitou Fidel Castro em 1960, antes de ser eleito

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O então candidato à presidência e deputado federal Jânio Quadros foi à Cuba com uma comitiva de 43 pessoas para um encontro com o ditador Fidel Castro, em 1960.

Mas depois de vencer a eleição, o governo de Jânio foi curto. Nove meses pós assumir o cargo, ele renunciou, alegando que forças ocultas o impediam de governar.

Veja nesta página a reportagem produzida para os cinemas da época.