Home Blog Page 52

As mudanças econômicas do Paraná analisadas em 2009

0

 

O professor José Pio Martins analisava as mudanças econômicas do Paraná no ano de 2009. Esta entrevista foi na estréia do programa Paraná Busines da TV Band Paraná.

 

 

 

 

A antiga vida no campo em um filme de Humberto Mauro

0

 

Veja como era a vida no campo antigamente: “Manhã na Roça” é um filme produzido em 1956 pelo cineasta Humberto Mauro sobre a cultura do interior, com músicas folclóricas. Esta publicação foi do CTAv – Centro Técnico Audiovisual.

Encontre aqui dez grupos do Facebook criados por este portal para quem tem saudades da antiga vida no campo.

 

Documentário de 1976 mostrava o drama do trânsito

0

 

“O Trânsito” foi um documentário educativo sobre a evolução do homem, chegando aos problemas criados pelos carros. A produção foi da Agência Nacional para os cinemas em 1976.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A cheia de um pequeno rio fechou a ligação entre o Norte e Sul do Paraná em 1971

0

 

Com informações do Jornal Folha de São Paulo da época. 

 

No ano de 1971 o Rio Barrinha transbordou e inundou um trecho da Rodovia do Café no Paraná. E com isso interrompeu a ligação principal entre o norte e o sul do estado. Este caso foi na altura do km 141, onde a água  cobriu quase cem metros da pista, tornando o tráfego completamente inviável. Um total de 1.200 caminhões carregados com cereais, café, carne e outros produtos perecíveis ficaram parados na estrada por vários dias.

Diante desta situação, uma balsa foi improvisada por um proprietário de um posto de gasolina local, possibilitando a travessia de até quatro veículos leves por vez. Mas para o caso dos caminhões, pelo peso e tamanho, não houve como resolver até que as águas baixassem. Este fato foi notícia de importância nos jornais, rádios e na televisão paranaense. Equipes viajavam até o local  com as antigas filmadoras de 16 milímetros para captar imagens das filas e do rio alagado. E também fotos para os jornais. 

Este caso mostrou a fragilidade da infraestrutura rodoviária da época,  diante dos  desastres naturais, e a criatividade das comunidades locais em momentos de crise. Até este acontecimento não havia registro grave de inundação do rio no mesmo local. E a depois disso também não houve novos registros de paralização da estrada naquele trecho. 

 

Primeira Página da Folha de 13 de janeiro de 1971

 

 

 

 

 

Mazza trabalhou por sete décadas com coragem e bom humor

0

 

Obituário na Folha de São Paulo em 5 de outubro de 2024

Mauren Luc

Formado em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), Luiz Geraldo Mazza fez carreira no jornalismo. Começou a escrever no “Estado do Paraná” na década de 1950, passando ainda por “Diário do Paraná”, “Última Hora”, “Correio de Notícias”, “Indústria e Comércio”, “Diário da Tarde”, “Diário do Comércio” e “TV Paranaense”. Esteve também nesta “Folha” entre 1962 e 1963.

Mazza assinou uma coluna na “Folha de Londrina” até 2024 e atuou como comentarista na Rádio CBN Curitiba durante 25 anos, 18 deles ao lado de José Wille: “Era bom analista, conseguia explicar a política com coragem para trazer os bastidores, muitas vezes antecipando o que os veículos divulgariam.”

Com gosto e talento para conversa, conquistou fontes e tinha acesso a informações privilegiadas. “Ele publicava o que muitos não queriam. Foi importante para quebrar o conservadorismo da mídia curitibana”, acrescenta Wille.

Para Adriana De Cunto, chefe de redação da “Folha de Londrina”, o Paraná perdeu seu maior colunista político. “Foi repórter, editor, colunista, cronista. Muito inteligente, dono de uma memória incrível. Ético, preciso, relevante, bem-humorado”, afirma.

“Publicou milhares de artigos, tornando-se o mais profícuo jornalista paranaense de todos os tempos”, destacou a Academia Paranaense de Letras, da qual Mazza era membro desde 1998.

O governador Ratinho Junior (PSD) ressaltou o estilo “inconfundível” de noticiar do jornalista. “Sabia como poucos dos bastidores da política.”

Nascido em Paranaguá, no litoral paranaense, numa família de dez irmãos de ascendência italiana e portuguesa, mantinha sempre o bom humor. Foi casado por 65 anos com Lucy Werneck Mazza. Exerceu ainda a função de procurador do Estado.

“Era muito divertido, com uma memória privilegiada e de muita opinião. Não tinha medo de errar, tinha segurança das suas análises com fatos, o que incomodava muita gente no mundo político. Era imprevisível e provocador. Gostava de manter a história viva do estado. Participou de muitos movimentos, manifestações e greves”, observa o neto e também jornalista Luiz Geraldo Mazza Neto.

“Ele respirava jornalismo, era a vida dele, fazia com prazer. Mesmo internado, gravava”, conta a filha Liana Mazza Milicio. “Também gostava de pescar e de futebol. Era torcedor do Coritiba e chegou a escrever, em 1970, uma revista para o time, chamada Cori Gigante.”

Mazza morreu em 10 de setembro, aos 93 anos, de insuficiência respiratória. Deixa quatro filhos, seis netos e sete bisnetos.

*Folha de São Paulo em 5 de outubro de 2024.